domingo, 28 de junho de 2009

O pop e o novo design chinês

Enviado por Gilberto Scofield -
12/8/2008

Após o lançamento do bem sucedido livro sobre os mais promissores fotógrafos chineses ("3030: New Photography in China"), a editora 3030Press, de Xangai, volta a surpreender o mercado de livros de arte da
China com "3030: New Graphic Design in China", um catálogo supreendente com os trinta melhores jovens designers gráficos do país — profissionais em torno dos 30 anos, obsrva o publisher da 3030, John Millichap — em trabalhos que vão de pôsters e capas de produtos culturais, como CDs e livros, até logomarcas.
Não foi exatamente uma trarefa fácil, vai logo dizendo Javin Mo, o editor convidado pela 3030Press para a empreitada de selecionar os designers. Afinal, a China costuma ser mais conhecida pela pirataria epidêmica em sua indústria do que pela inovação e criatividade de seus artistas gráficos. Mas Javin Mo — diretor criativo da milkxhake, festejada empresa de design de Hong Kong, e que entre 2004 e 2005 fez parte da FABRICA, o Centro de Comunicação e Pesquisa da Benetton na Itália — usou toda a sua experiência (e contatos) no ramo para montar um painel bastante expressivo e criativo do melhor design feito na China hoje.

— O fenômeno do design na China é, como na maioria dos setores, um fenômeno recente, pós-abertura dos anos 80, mas vem se desenvolvendo com a mesma rapidez com que cresce seu mercado consumidor gigante — diz Mo. — Acredito que o setor só não se sofistica mais por causa da mentalidade dos clientes chineses, especialmente as estatais. As empresas chinesas não gostam de apostar em inovação ou projetos mais arrojados e são os próprios executivos, ou suas agências, que preferem investir em desenhos e campanhas imitando fórmulas/imagens vencedores no exterior, principalmente nos EUA e Japão.
— A China vive hoje, em termos de design, a mesma explosão que ocorreu nos anos 70 no Japão e nos nos 80 em Hong Kong, com a diferença de que esta onda mistura legados tradicionais chineses com uma linguagem de design globalizada e arrojada — diz John Millichap.
De fato, é difícil ficar indiferente aos desenhos de inspiração comunista, mas animadíssmos, de Li Xinlu, que também assina o trabalho reproduzido na capa do livro. Ou a série de pôsteres "I love Guangzhou", de Wu Zhen, festejada na revista "Time" como "longe da aprovação de um escritório estatal de turismo, mas o mais perto da dureza e urbanidade de Guangzhou que uma campanha estatal poderia captar".

Há o deboche erótico e político de Yang Zhen com a data que marcou o início da maluquice coletiva da Revolução Cultural, uma contraposição ao bom mocismo retrô (ainda que iconoclasta por natureza) de Qian Qian. Nada mais interessante para quem quer descobrir de antemão o que pode acontecer com o futuro do design quando os chineses pararem de copiar e decidirem, eles mesmos, criar as suas marcas e produtos.

Enviado por Gilberto Scofield -
31/8/2007
-
1:23

3030: os novos fotógrafos chineses

O leitor que repousa os olhos sobre "3030: New Photography in China", um livro com os trabalhos de 30 dos mais criativos e promissores fotógrafos chineses com menos de 30 anos, se espanta de ali não encontrar os clichês artísticos já tão comuns quando se fala em arte contemporânea chinesa. De cara, ao se observar a capa do livro — a impactante foto de Lin Zhi Peng mostrando uma mulher agachada com meias rosa arrastão atrás de um fiapo de líquido branco que remete imediatamente a cuspe ou a urina — não se encontra uma referência sequer à China.


Tampouco se vêem os símbolos comerciais que já se repetem com monotonia na arte contemporânea chinesa, tais como imagens revisitadas do líder Mao Tsé-tung, misturas de estética da revolução comunista com produtos de consumo, dragões em grafiti, ideogramas e tipologia de designers, Coca-cola com foices e martelos, entre outros truques. E ainda assim, "3030: New Photography in China" é a cara da nova China.


E ela se reflete no trabalho de fotógrafos como a cantonesa Cao Fei e suas imagens repletas de referências a cartuns, heróis míticos chineses e soldados do filme "Guerra nas Estrelas", lutando como personagens de sonhos imersos em cenários de hutongs ou seus destroços, exemplo mais lapidar da China onde o novo precisa derrubar o velho para se impor.




— A nova geração de fotógrafos chineses rompe com a barreira do deslumbramento e do protesto político que marcaram a primeira geração pós-abertura — explica o inglês John Millichap, um ex-repórter do jornal "South China Morning Post", de Hong Kong, que decidiu abrir ano passado uma editora para publicar livros de arte chinesa contemporânea, a 3030 Press — São jovens que, inclusive, trabalham em outros ambientes, como publicidade, internet e TV, e recebem influência destes meios nas imagens que captam.




Eis a razão pela qual os organizadores de "3030: New Photography in China" — o professor de fotografia da Universidade Fudan, em Xangai, Gu Zheng, e o artista, escritor e curador das mais importantes exposições de arte contemporânea do país, Ou Ning — foram tão bem sucedidos na escolha dos trabalhos expostos no livro. Para Gu, o enriquecimento rápido da China e a opressão perceptível em toda a sociedade de consumo e sua idolatria de celebridades pesaram para dar um caráter tão auto-expressivo aos trabalhos. E tão surpreendente. A China que se vê pelos olhos dos 30 fotógrafos de "3030" é a China urbana que se impõe sem dó nem piedade sobre o país ainda majoritariamente rural. É a China da cultura televisiva, internauta, pop, cujas mídias insistem em levar informações nem sempre agradáveis para uma população ideologicamente cerceada pelo governo de Pequim.


Este componente novo e subversivo pode ser percebido no horizonte de prédios de Birdhead (nome do coletivo criativo composto pelos fotógrafos Ji Weiyu e Song Tao, de Xangai) ou nos solitários urbanos de Chen Wei. Revela-se nas expressões duras, quase congeladas, dos chineses retratados por Su Han Guang e Wang Yifei. Transborda de tristeza das jovens flagradas por Lin Zhi Peng, que também choca com o close de um beijo de língua masculino. E atrai a imediata empatia de qualquer baladeiro que vislumbre as figuras da noite clicadas por Liu Yiqing, também conhecida como Yiki.



"3030: New Photography in China" foi lançado em dezembro do ano passado em Hong Kong e já pode ser comprado na internet, inclusive no Brasil. John Millichap fechou com o bazar online paulistano Bangoo a venda do livro no país. Para quem se interessa sobre a fotografia contemporânea chinesa que vai além das fotos de obras e guindastes em Pequim ou de Mao Tsé-tung revisitado, "3030" é um livro obrigatório.


As fotos são de divulgação. Bom findi para todos.

Enviado por Gilberto Scofield -
14/6/2007
-
8:04











O pop chinês - Jay Chou


Muita gente me pergunta como é o cenário da música pop na China e eu mesmo já falei sobre isso em outros posts aqui ou aqui. Mas o pessoal quer saber como é ao vivo e a cores, então a partir de agora eu vou intercalar os posts comuns com algumas cenas do pop chinês que eu for encontrando na rede, ok? De um modo geral, a música pop para a jovem geração chinesa da internet e da abertura econômica não foge muito do cenário pop internacional. É claro que há diferença de estilos, mas os produtores de música da China parecem obcecados com uma fórmula Justin Timberlake-Britney Spears de música, repleta de linguagem MTV com dancinhas coreografadas no estilo Paula Abdul. Há alguma exceção para as bandas de rock, claro. Os artistas antigos e os cantores de música patriótica ainda encontram amparo nas antigas gerações chinesas, mas são uma espécie em extinção, praticamente restritos a programas de audítório para a velha guarda na TV.


Vou começar mostrando o cantor taiwanês Jay Chou, sem dúvida nenhuma o maior fenômeno pop da China hoje. Todos os garotos querem ser Jay Chou, todas as garotas querem namorá-lo. Jay Chou já foi capa da Time Asia, eleito o homem mais sexy do país pelas revistas femininas e sua história e carreira são admiradas pelos jovens (aqueles que não querem ser jogadores de basquete, inspirados pelo fenômeno Yao Ming), especialmente os da classe média e alta emergentes. Se você sabe inglês, a matéria da Time é genial. Ali, fica-se sabendo que quando Jay era pequeno, o moleque era tão introvertido que seus pais e professores achavam que ele era retardado. Até hoje, é difícil vê-lo rindo não apenas nos clipes de música como nos zilhares de anúncios de publicidade que faz pela China.

Com vocês Jay Chou:


Protagonista de '10.000 a.C.' tem raízes brasileiras e Exposição oferece imersão no universo de 'Guerra nas estrelas'

Protagonista de '10.000 a.C.' tem raízes brasileiras

Camilla Belle é filha de uma santista, fala português e assiste a novela.Depois de trabalhar com Spielberg e Emmerich, ela pensa em fazer filmes no Brasil. (Foto: Divulgação)

Débora Miranda Do G1, em São Paulo

Ao vê-la em “10.000 a.C.”, com o cabelo cheio de dreadlocks, você pode não se lembrar, mas muito provavelmente já viu Camilla Belle antes. Concentre-se nos olhos azuis e no rosto de menina. Sim, ela contracenou com Daniel Day-Lewis em “O mundo de Jack e Rose”. Volte um pouco no tempo. Ela era a menininha de “Jurassic Park – O mundo perdido”, segunda parte da trilogia de Steven Spielberg.

Crítica: '10.000 a.C' tem bons efeitos, mas história rasa


E antes de tudo isso, Camilla, 21 anos, é filha de uma brasileira de Santos, troca Los Angeles por Santos uma vez ao ano, assiste às novelas da Globo e fala português fluentemente. Em entrevista ao
G1, a atriz falou sobre a experiência de participar de um épico, contou sobre suas influências, sobre a casa “totalmente brasileira” em que vive e sobre os cineastas com quem gostaria de trabalhar.

Leia, abaixo, trechos da entrevista.

Camilla Belle em cena de ''10.000 a.C.'', que estréia nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros


G1 – Você trabalhou em muitos filmes independentes, com projetos totalmente diferentes de ’10.000 a.C.’, que é um épico. O que te atraiu no projeto?

Camilla Belle –
O roteiro, inicialmente. E o fato de que, além de ser um épico, é uma grande história de amor. Toda mulher quer fazer parte de uma história de amor. Além disso, é um filme histórico, que fala de uma época que eu nunca tinha visto ser mostrada no cinema. E se você quer fazer um filme grande, tem que fazê-lo com Roland Emmerich. Imaginei que seria uma aventura.

G1 – E foi?

Camilla –
Sim, foi [risos]. Passamos seis meses viajando, morremos de frio na Nova Zelândia e depois fomos para o calor africano. Sempre sonhei em conhecer a África, estivemos na Cidade do Cabo e na Namíbia. A verdade é que eu não pensava em fazer um filme grande, mas essa oportunidade me atraiu muito, por se tratar de um assunto diferente. Há muitos filmes sobre a mesma coisa, super-heróis, Super-Homem... É muito sem graça.

Os olhos claros são a marca registrada da atriz americana
(Foto: Divulgação)

G1 – Você não gosta do Super-Homem?

Camilla –
[Risos] Gosto um pouco, mas não costumo assistir.

G1 – De que tipos de filme você gosta?

Camilla –
Faço filmes que eu gostaria de ver. Gosto de drama, comédia, musical... Gosto de épicos e filmes grandiosos. Para trabalhar, gosto de participar de produções independentes, porque são mais pessoais, você se envolve com todas as etapas do trabalho, aprende mais como atriz e como pessoa.

G1 – Você já trabalhou com muitos profissionais conceituados no cinema. Quem são suas referências?

Camilla –
Trabalhei com Steven Spielberg quando tinha uns 10 anos de idade e considero essa experiência, ainda hoje, um dos momentos mais grandiosos da minha carreira. E contracenei com Daniel Day-Lewis, que é um ator genial.

Camilla em cena com Daniel Day-Lewis, no filme ''O mundo de Jack e Rose'' (Foto: Divulgação)

G1 – Sua mãe é brasileira e você fala português fluentemente. Como é sua relação com o Brasil? Você vem sempre para cá?

Camilla –
Nasci em Los Angeles, mas fui ao Brasil pela primeira vez aos 2 anos de idade. Desde então, tentamos voltar todos os anos. A melhor amiga da minha mãe vive em São Paulo e temos alguns familiares em Santos. Costumamos também viajar para conhecer outros lugares. Já estive na Amazônia, na Bahia, no Rio, em Maceió. Minha mãe sempre foi dura comigo para que eu falasse português. Quando adolescente, eu não gostava muito, minhas amigas só falavam inglês. Mas aí ela assinou a Globo e comecei a ver novelas e jornais, isso me ajudou muito. Minha casa, na verdade, é totalmente brasileira. Aqui não tem nada de Estados Unidos. Meu pai, coitado, se sente meio sozinho [risos].

G1 – E o que você conhece do cinema brasileiro?

Camilla –
É difícil porque aqui não chegam muitos filmes, acho que eles vão mais para Nova York. Mas eu procuro me informar e assistir o que chega. Admiro muito o Fernando Meirelles, aqui ele é um dos brasileiros mais famosos, adorei “Cidade de Deus”. Vi que o José Padilha ganhou o Festival de Berlim, mas ainda não consegui ver o filme dele [‘Tropa de elite’], não chegou por aqui. Tem o Cao Hamburger, o Heitor Dhalia. Sei que são novos diretores e gostaria muito de trabalhar com eles.

Crítica: '10.000 a.C.' tem bons efeitos, mas história rasa

Novo filme de Roland Emmerich, que estréia nesta sexta (7), peca pelo roteiro.
Aventura mistura seres pré-históricos, lendas de deuses, profecias e pirâmides.

Débora Miranda Do G1, em São Paulo

O que você imagina ao voltar 10.000 anos antes de Cristo? O diretor Roland Emmerich (de ‘Independence day’ e ‘O dia depois de amanhã’) ousou viajar no tempo e contar a história de uma remota tribo cercada de fome, medo e muitas lendas.

Veja outros filmes

Efeitos especiais não faltam a “10.000 a.C.”, que estréia nesta sexta-feira (7) –com o currículo de Emmerich, não se poderia esperar nada diferente. Mas a trama é rasa, o roteiro é cheio de clichês (isso sem exigir coerência histórica) e as atuações são fracas.

O filme centra seu foco em D’Leh (o novato Steven Strait), um rapaz solitário que vive rodeado por fantasmas de que seu pai teria abandonado sua tribo, quando ele era ainda criança, para fugir da fome. Acusado de covarde, ele vive isolado até conhecer seu grande amor, Evolet (Camilla Belle), uma menina com belos e brilhantes olhos azuis, que chega para realizar uma antiga e misteriosa profecia.

Os guerreiros da tribo de D’Leh se reúnem para cumprir o ritual da sagrada caça ao mamute. Aquele que conseguir abater o líder da manada vira herói, conquista o posto de líder entre os caçadores e ainda ganha o direito de se casar com Evolet.

Mas o destino de D’Leh lhe reserva surpresas e desafios. Sua tribo é atacada por homens que buscam escravos e, além de matar famílias inteiras, eles levam prisioneiros consigo –incluindo a disputada jovem dos olhos azuis. A partir de então, D’Leh embarcará em uma jornada para reconquistar não apenas seu grande amor, mas também a auto-estima diante de seus companheiros de tribo.

A saga do guerreiro envolve seres pré-históricos, lendas de deuses, profecias e pirâmides. Se por um lado pode ser revelador ser apresentado a um povo que não conhece cavalos (‘demônios de quatro patas’), barcos ou qualquer outro meio de transporte, o filme de Emmerich acaba virando uma grande mistura, daquelas que têm de tudo um pouco e não acrescenta nada.

Exposição oferece imersão no universo de 'Guerra nas estrelas'

Evento abre nesta quarta-feira (5), no Porão das Artes do Parque do Ibirapuera, em SP.
Atração reúne atividades educativas para crianças e mostra de "relíquias" dos filmes.

Salvador Nogueira Do G1, em São Paulo

Salvador Nogueira/G1

Soldados do Império Galáctico (os 'storm troopers') fazem a recepção na Star Wars Exposição Brasil (Foto: Salvador Nogueira/G1)

A entrada é guardada por "storm troopers", os soldados do Império Galáctico. Perambulando pelos corredores, você corre o risco de trombar com Darth Vader, de sabre de luz em punho. Essas são algumas das emoções para quem visitar a "Star wars exposição Brasil", que abre nesta quarta-feira (5) em São Paulo.

O
acervo da mostra é composto por cerca de 200 peças, todas elas originais -- de um modo ou de outro, todas participaram da realização das duas trilogias cinematográficas da saga criada por George Lucas. Há modelos em escala de naves espaciais, figurinos diversos e até mesmo o caça (ou Jedi Starfighter, para os aficcionados) usado por Anakin Skywalker (Hayden Christensen) no início do Episódio III, "A vingança dos Sith". Detalhe: a nave tem acopladas engrenagens mecânicas que fazem com que ela reproduza os mesmos movimentos que ela fez no filme.

Veja galeria de fotos da exposição

Leia entrevista com o ator que fez o robô C-3PO


Além dela, há outros veículos em tamanho real: o "pod racer" usado pelo jovem Anakin no Episódio I ("A Ameaça Fantasma"), o carro voador do Episódio II ("O ataque dos clones") e a moto voadora imperial utilizada no Episódio VI ("O retorno de Jedi").

Entre os modelos em escala reduzida (usados para filmagens de cenas espaciais), destacam-se criações feitas para a primeira trilogia, como o clássico cargueiro Millenium Falcon e os caças X-Wing dos rebeldes.

Se o gosto do visitante for pelos figurinos, há para todos os gostos -- desde as "vestes" de C-3PO, até a roupa original de Darth Vader, passando pelos trajes simples de Han Solo e pela "pele" de Chewbacca.

Escola Jedi

A exposição conta também com um projeto educacional, composto por atividades para todas as idades escolares (aliás, escolas podem agendar visitas), e uma "Escola Jedi", iniciativa voltada para crianças em que os visitantes podem enfrentar ninguém menos que lorde Vader.

Tudo isso numa instalação muito bem trabalhada, que recebeu elogios de Anthony Daniels, ator que intepretou C-3PO na cinessérie. "A iluminação, os invólucros -- eles produzem a sensação de que tudo está no espaço. Eu já vi muitas exposições como essa em várias partes do mundo, mas nenhuma ficou tão legal assim. E eu não estou sendo bonzinho", disse, em entrevista coletiva realizada no local da exposição.

Enfim, para quem é fã, é um programa imperdível.

Star wars exposição Brasil

Onde: Porão das Artes do Parque do Ibirapuera
Quando: de segunda a domingo (5/3 a 29/6), das 9h às 22h
Ingresso: R$ 30,00 (meia R$ 15,00), na bilheteria, pelo site www.ingressorapido.com.br ou pelo telefone 0/xx/11 4003-1212. Ainda dá tempo!!

Passando de pau pra c...

Gente do mal por Gilberto Scofield -
6/3/2006

Os chineses estão horrorizados com uma turma de sádicos/feitichistas/doentes que vendem na internet vídeos com uma misteriosa mulher vestida num modelito cheio de fendas cujo maior prazer é... furar com o salto de sua sandália a cabeça de um gatinho! E não é só isso: a vagabu...quer dizer, a mulher participa de outros vídeos furando com seu salto agulha a cabeça de coelhos e cãezinhos.



Imagens do vídeo foram captadas e reproduzidas nos principais jornais do país e o resultado é que a tal escrot..., quer dizer, mulher se tornou a pessoa mais procurada da China hoje. O próprio governo tratou de pedir na rede informações sobre o grupo de lunáticos desocupados e sem família.



Já se descobriu, por exemplo, que o cenário atrás da piran...quer dizer, da mulher é o mar visto da cidade de Hangzhou, capital da província de Zhejiang, ao Sul de Xangai. As entidades de defesa dos animais estão pressionando o governo para criar uma lei específica estipulando punições para pessoas que matam ou maltratam animais, coisa inexistente na China até agora.


O gatinho do vídeo parece já estar morto (ou dopado) antes de ser pisado pelo salto agulha da sujeita, o que não melhora em nada a surrealidade da coisa. Fico me perguntando o que tem na cabeça quem faz isso e quem consome um lixo desses.
O pior é que, aqui na China, filmes sádicos como estes são tudo que o governo comunista precisa para apertar ainda mais a censura na rede, com uma justificativa no melhor estilo: "está vendo? é isso que dá democracia!"
Ai, a humanidade...(suspiros).

E ATENÇÃO: a última foto AINDA NÃO É a mulher pisando no gatinho, é bom deixar claro antes que comecea gritaria. Notem que o pé (e o salto) estão na frente do bichinho e não sobre ele. Até porque eu não sou mórbido a ponto de publicar um nojo desses. Mas tudo é impressionante da pior maneira possível, concordam?

sábado, 27 de junho de 2009

Michael Jackson: ouça aqui a gravação de pedido de socorro

Michael Jackson - 1958-2009Michael Jackson - 1958-2009

Michael Jackson: ouça aqui a gravação de pedido de socorro

Site TMZ divulga gravação da chamada feita para o 911
2009/06/26 | 19:22

Video


«Ele não está respirando». Esta foi uma das frases proferidas por quem telefonou para o 911 -que o site TMZ está divulgando.

Nesta gravação podemos ouvir a conversa e as explicações sobre o que se estava passando, mas desconhece-se ainda quem fez o pedido de ajuda.

«Ele está na cama», disse quem estava ao telefone, tendo explicado que o cantor não estava respirando, apesar de lhe ter feito uma reanimação pelo seu médico pessoal.

«Onde é que ele está?» perguntou o paramédico. «Está na cama», responderam da casa de Michael Jackson. «Coloque-o no chão», disse o paramédico, obtendo nessa altura a informação de que o «Rei das Pop» estava acompanhado pelo seu médico.

«Ele tem o médico pessoal com ele, mas ele não está respondendo ao CPR (massagem cardíaca de reanimação). Ele não está respondendo a nada», respondeu.

A ambulância seguiu de imediato.

Ouça aqui o áudio da gravação do pedido de socorro

do IOL

Morre a atriz Farrah Fawcett


Morre a atriz Farrah Fawcett

Beldade ficou famosa como Jill Munroe na série de televisão As Panteras

25/06/2009Érico Borgo

Faleceu hoje, aos 62 anos, a atriz Farrah Fawcett.

Encorajada pelos pais no esporte e nas artes cênicas, a beldade loira começou carreira por volta dos 20 anos na publlicidade, fazendo comerciais de produtos de beleza e posando para cartazes. Das propagandas foi para pequenos papéis em seriados de sucesso até que conheceu seu primeiro marido,Lee Majors, e foi convidada para aparecer em quatro episódios de O Homem de Seis Milhões de Dólares.

Em 1976, Fawcett teve sua grande chance: viver Jill Munroe na série de televisão As Panteras (Charlie´s Angels). O programa foi um sucesso e a imagem da atriz definiu uma década, com seu pôster de biquini vermelho, lançado na mesma época, tornando-se uma das mais cultuadas imagens da cultura pop.

Apesar de uma extensa e positiva carreira na televisão, no cinema seus melhores momentos restringiram-se a Fuga do Século 23 (Logan´s Run, 1976) e Seduzida ao Extremo (Extremities, 1986), pelo qual foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz.

Fawcett faleceu na manhã de hoje, 25 de junho, depois de uma batalha de dois anos e meio contra um câncer. Sua luta foi registrada em um documentário que ela mesma dirigiu, Farrah's Story.

Farrah Fawcett
Nome Completo: Mary Farrah Leni Fawcett
Natural de: Corpus Christi, Texas, EUA
Nascimento: 2 de Fevereiro de 1947
Falecimento: 25 de Junho de 2009
Clique para ampliar Clique para ampliar Clique para ampliar
Farrah Fawcett

Filmografia

2006 - America's top sleuths (TV)
2004 -
Churrasco da pesada (Cookout, The)
2003 - Hollywood Wives: The new generation (TV)
2001 - Jewel (TV)
2000 - Baby (TV)
2000 -
Dr. T e as mulheres (Dr. T & the women)
1999 - Silk hope (TV)
1998 - Brave little toaster goes to Mars, The (voz)
1997 - Lovemaster, The
1997 -
O apóstolo (Apostle, The)
1996 - Dalva (TV)
1995 - O homem da casa (Man of the house)
1995 -
Caçada brutal (Children of the dust) (TV)
1994 - A substituta (Substitute wife, The) (TV)
1992 - Comportamento criminoso (Criminal behavior) (TV)
1989 - O sacrifício final (Small sacrifices) (TV)
1989 - Retratos da guerra (Margaret Bourke-White) (TV)
1989 - See you in the morning
1987 - Pobre Menina Rica - A história de Barbara Hutton ( Poor little rich girl: The Barbara Hutton story) (TV)
1986 - Caça aos nazistas (Nazi hunter: The Beate Klarsfeld story) (TV)
1986 - Seduzida ao extremo (Extremities)
1986 - Entre duas mulheres (Between two women) (TV)
1984 - Cama ardente (Burning bed, The) (TV)
1984 - Red-light sting, The (TV)
1981 -
Quem não corre, voa (Cannonball run, The)
1981 - Murder in Texas (TV)
1980 - Missão Saturno 3 (Saturn 3)
1979 -
A morte ronda a pantera (Sunburn)
1978 - Somebody killed her husband
1976 - Fuga do século 23 (Logan's run)
1976 - As panteras (Charlie's angels) (TV)
1975 - Murder on flight 502 (TV)
1974 - Girl who came gift-wrapped, The (TV)
1973 - Great american beauty contest, The (TV)
1971 - Inside O.U.T. (TV)
1971 - Feminist and the fuzz, The (TV)
1970 - Myra Breckinridge
1969 - Un homme qui me plâit
1969 - There's a crowd (TV)
Prêmios

- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama, por "Seduzida ao Extremo" (1986).

- Recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Mini-série/Filme para TV, por "Cama Ardente" (1984), "Caçadores de Nazistas" (1986), " Pobre Menina Rica - A história de Barbara Hutton" (1987) e "O Sacrifício Final" (1989).

- Recebeu uma indicação ao Independent Spirit Awards de Melhor Atriz Coadjuvante, por "O Apóstolo" (1997).

- Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz, por "Missão Saturno 3" (1980).

- Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante, por "Quem Não Corre, Voa" (1981).
Curiosidades

- Viveu com o ator Ryan O'Neal por 17 anos, com quem teve um filho.

- Atuou na série de TV "As Panteras", em 1976 e 1977.

- Possui uma estrela na Calçada da Fama, devido ao seu trabalho na TV, localizada em 7051 Hollywood Boulevard.

Farrah's Story

Megan Fox vive de novo a garota perfeita para o protagonista de Transformers 2: A Vingança dos Derrotados

Crítica:

Transformers 2: A Vingança dos Derrotados

Continuação do hit de 2007 é o melhor filme ruim da temporada

19/06/2009Marcelo Hessel

Por um momento, por alguma razão, chegou-se a pensar que Michael Bay poderia dirigir algo que não fosse um típico filme de Michael Bay.Transformers: A Vingança dos Derrotados traz todo mundo de volta à realidade, na base da porrada. Com cinco minutos de filme já dá pra lembrar da inépcia do diretor de Pearl Harbor, A Ilha, Armageddon e do primeiro Transformers.

Primeiro, quando a narração de Optimus Prime reitera tudo aquilo que já está dito na imagem: os Autobots colaboram com o exército dos EUA em regime de sigilo para impedir que os Decepticons voltem a ameaçar o planeta. Logo em seguida, revemos Sam (Shia LaBeouf), prestes a entrar na faculdade, prestando juras de amor a Mikaela (Megan Fox) - a câmera de Bay circulando o casal em traveling, vai e

volta, close-up e música melosa, como se já fosse o clímax dramático do filme.

O fato é que Bay filma tudo como se fosse clímax, ao longo de 2 horas e 27 minutos de projeção.

Os cacoetes estão todos lá: o herói acenando para um jato em câmera lenta, a donzela em contraluz, a propaganda patriótica do arsenal do exército. Problemas do roteiro do primeiro filme, como as subtramas desconectadas (tinha os hackers e o ministro, tinha Sam, tinha os militares etc.), são remendados da pior forma: colocando todos os personagens numa trama só. Portanto, espere ver os parentes todos de Sam correndo das explosões em slo-mo. É a famosa "diversão para toda a família".

Adicione aí mais uma dezena de robôs e... Bem, não dá pra dizer que os excessos de Transformers 2são uma surpresa. De Michael Bay não se esperaria diferente. Ao fim da sessão para a impresa, o editor do Omelete Érico Borgo resumiu bem: "Parece que fui estuprado por um robô". Um, não, vários. É orobot gang rape.

O que não deixa de ser interessante para apreciadores do trash e masoquistas em geral. A falta de autocrítica (ou de noção mesmo) dos envolvidos chega a ser encantadora. Num plano, por exemplo, os carros estão atravessando um deserto. No seguinte, a paisagem já muda para cabras e mato rasteiro. Corta, e eles voltam para o deserto. Corta, e eles voltam para o cenário do mato ralo. Por muito menos Ed Wood foi eleito o pior cineasta de todos os tempos.

Continuidade pra quê, afinal? O desapego que Michael Bay tem com qualquer convenção cinematográfica (ou geográfica) que não sejam as suas próprias, trabalhado ao longo de uma uníssona carreira, alcança seu ápice aqui. Lá pelo meio do filme, quando John Turturro já mostrou a bunda e conversou em árabe com o Umpa Lumpa da Fábrica de Chocolate, chego a cogitar que Transformers 2alcançou uma espécie de perfeição farrelliana, uma epifania do banal, onde tudo trabalha a favor da transgressão da forma e do conteúdo.

Seria genial se fosse uma transgressão consciente, o que não parece ser o caso.


Assista aos clipes
Saiba onde ver o filme

Transformers

O filme de ação do ano!

15/07/2007Érico Borgo

A deslumbrante Megan Fox, que vive a garota perfeita que o protagonista de Transformers tenta conquistar, atua mal pra burro. Mas, sinceramente, não prestei muita atenção no que ela falava. A barriga perfeita da atriz paralisou vários dos meus centros de inteligência.

De certa forma, o hiperativo Transformers é uma enorme Megan Fox.

Parecia um projeto improvável este de levar os robôs da Hasbro ao cinema. Extremamente populares na década de 1980, os brinquedos e desenhos animados, como muitos dos outros projetos da época, hoje são considerados "coisas de criança" pelos cabelos-brancos encarregados de estúdios que, preguiçosamente, não fazem a conta: as crianças de 20 anos atrás hoje têm em torno de 30 anos - e dinheiro pra irem ao cinema. Demorou, mas os produtores conseguiram emplacar a idéia na Dreamworks de Steven Spielberg, que entende essa matemática como ninguém.

A influência do cineasta é visível nos melhores momentos de Transformers. Michael Bay, encarregado da direção, era outro que não acreditava no potencial do projeto, mas foi convencido pela visão de Spielberg. Esse não é um filme de robôs, é um filme de um jovem e seu primeiro carro - envolvido inadvertidamente no meio de uma invasão espacial.

A contratação de Bay foi um tremendo acerto. Apesar de alguns hábitos cinematográficos dignos de álbum de fotos de casamento - alguém aí aguenta mais um beijo contraluz, pôr-do-sol ao fundo, na vida? - o diretor detesta as telas azuis tão na moda em Hollywood. E odeia mais ainda cenários em estúdios. Seu negócio é ir pra rua com sua equipe, explodir coisas de verdade - e essa predileção pela pirotecnia realista é elemento decisivo no sucesso de Transformers. Afinal, não apenas o público sente que a batalha pelo futuro do planeta está sendo travada no jardim de casa, mas os atores também "entram" melhor no clima do filme.

Shia LaBeouf, que vive o personagem principal,Sam Witwicky, é o melhor exemplo disso. É frequente ouvirmos em entrevistas que "atuar é reagir". Se isso é verdade, as bolas de tênis no alto de mastros para as quais Shia olha durante as filmagens, que mais tarde são substituídas por robôs de 10 metros de altura, merecem ganhar Oscars. Shia "reage" ao nada como ninguém antes dele. O sujeito grita, se emociona e interage com os robôs ausentes com entrega total. Não fosse ele, o filme perderia metade de sua força.

Outro acerto na mosca foi o equilíbrio perfeito entre o bom humor e a ação. As cenas de pancadaria e perseguição são extremamente empolgantes, com direito a câmera na mão - estilo de filme de guerra - e intercaladas com momentos absolutamente hilários. A cena dos robôs escondidos no jardim, enquanto os pais de Sam discutem o que ele estava fazendo trancado no quarto, é Spielberg puro. ET entre as bonecas, se o extraterrestre tivesse sido encontrado no primeiro American Pie. E a cena só melhora com o conhecimento de que todos os diálogos ali foram improvisados pelo trio de atores, LaBeouf, Kevin Dunn e Julie White.

E por falar em improviso, o apreço de Bay pela técnica numa superprodução hollywoodiana tem que ser louvado. Anthony Anderson, como um super-hacker, é outro que dá um show - a impressão (provavelmente correta) é de que todas as cenas em que ele aparece são improvisadas.

Outra fonte de risadas é o próprio governo dos Estados Unidos, algo curiosíssimo, considerando que a produção teve imenso apoio das Forças Armadas do país. George W. Bush e sua administração mais uma vez viram motivo de piada em mais de uma ocasião - e levam até ácidas críticas quando os EUA se mobilizam contra a Coréia do Norte e a China antes mesmo de saber se o ataque partiu deles ou de outra fonte. Qualquer semelhança com eventos do início do século não são mera coincidência... Mas os militares não devem estar muito preocupados mesmo, afinal, os soldados recebem aquele glamour que só Michael Bay consegue dar - câmeras lentas, as silhuetas portando armas ao longe, os atos de coragem emocionantes, etc. Tudo um tanto asqueroso e tudo muito brega, mas funciona inegavelmente bem como propaganda militar.

Mas quem se importa com Josh Duhamel e Tyrese Gibson, os milicos-glamour, quando temos Líder Optimus e Megatron se arrancando os parafusos na telona? É o efeito Megan Fox...

Os robôs estão absolutamente sensacionais! Os personagens blocadões dos desenhos ganharam milhares de partes móveis pelas mãos da equipe da ILM de George Lucas. Só o chefe dos Autobots, por exemplo, tem 10 mil partes diferentes que se mexem quando ele passa de caminhão para autômato. Por conta disso, alguns fãs torceram o nariz, reclamando que eles se parecem pouco com suas contra-partes animadas. Bobagem. O resultado beira o chocante, com robôs mudando em pleno vôo para atacar oponentes, ou mesmo semi-transformados, arrasando uma auto-pista em perseguições alucinantes. Ação definitivamente não falta em Transformers. E para os fãs, os roteiristas reservaram inúmeras surpresas, como frases clássicas e pistas escondidas.

Enfim, desde já um dos melhores filmes de ação do ano!

do Omelete

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