+ fotos Depois do The Raconteurs, Jack White, líder do White Stripes, mais uma vez arrisca novos caminhos musicais. Sua mais nova ocupação é o grupo The Dead Weather, junto com Alison Mossheart (The Kills) nos vocais, Dean Fertita (Queens Of The Stone Age) na guitarra e teclado, Jack Lawrence (The Raconteurs) no baixo e o J. White na bateria e vocais. O álbum de estréia da banda, "Horehound", acaba de sair pela Third Man Records e traz um som de garagem fundamentado no blues-rock e no funk, flertando com a psicodelia dos anos 70 e com o stoner-rock dos 90, um estilo marcado por riffs lentos e graves de guitarra. Em todas as onze faixas do disco o clima é de uma jam session na qual os integrantes parecem se sentir bastante confortáveis para experimentar diferentes sonoridades. "Horehound" começa de forma cadenciada com "60 Feet Tall", um blues sujo que ganha força através da voz sexy e arrastada de Alison. Logo em seguida vem o primeiro single, "Hang You From The Heavens", que tem como destaque os riffs de Fertita e a bateria cheia de groove de White. O segundo single, "Treat Me Like Your Mother", apresenta um hard-rock a la Grand Funk Railroad entrecortado por um estranho e pouco inspirado verso de rap. Um bom momento de sobriedade fica por conta da faixa "New Pony", um cover de Bob Dylan que ganha uma nova roupagem com guitarra e bateria mais pesadas.O disco não apresenta nenhuma grande inovação em relação aos outros projetos de Jack White. É também um trabalho relativamente mais fraco que os já feitos pelos demais membros em suas respectivas bandas. Ainda assim, "Horehound" é uma competente coleção de canções que canalizam a energia primitiva do rock. Ouça faixas nothedeadweather.com.
"Together Through Life" ,foi lançado no dia 28 de abril; o álbum sucede "Modern Times" , contendo dez faixas que foram produzidas pelo próprio Dylan, sob o pseudônimo de Jack Frost.
O músico se sentiu instigado a produzir material novo depois de escrever a canção "Life Is Hard" para a trilha sonora para o próximo filme do diretor francês Oliver Dahan (de "Piaf - um Hino ao Amor"), intitulado "My Own Love Song".
"Together Through Life" é o sucessor do elogiado "Modern Times" (2006).
Bob Dylan em seu 33º álbum
Capa do álbum "Together Through Life", do cantor e compositor Bob Dylan
"Together through Life" (juntos pela vida)-combinado com uma foto de dois jovens se agarrando no banco de um carro, Bob Dylan prepara o ouvinte para seu 33º álbum de estúdio.
A preparação é para a viagem que começa hoje --quando sai o CD nos Estados Unidos-- e vai terminar justamente naquele banco traseiro, no verão de 1959, quando as coisas pareciam mais simples (mas não eram) e as músicas soavam diferente (e realmente soavam, dada a tecnologia da época e das atuais possibilidades de pós-produção).
"Os velhos discos da Chess Records, da Sun Records", suspira o velho Dylan, 67, em recente entrevista para o seu site (www.bobdylan.com). "É meu tipo favorito de som. Gosto do clima, da intensidade. É bem claro, há força e suspense. É gravado ao vivo. O som tipo crava na sua cabeça como uma dor de dente."
São discos que estão na gênese do rock. Da Chess vieram gravações essencialmente de negros, como Howlin' Wolf, John Lee Hooker, Buddy Guy, Bo Diddley e o grande Chuck Berry, entre muitos outros.
Da Sun, baseada em Memphis, entraram para a história discos dos brancos Johnny Cash, Roy Orbinson, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e, principalmente, Elvis Presley.
É nesse universo que se insere o Dylan 2009. Imagens de uma gangue nova-iorquina feitas em 1959 pelo fotógrafo Bruce Davidson compõem o aspecto visual da nova obra (leia mais no texto ao lado).
"Together through Life" tem dez músicas, assim como o sucesso "Modern Times" (tempos modernos) --que foi primeiro lugar entre os mais vendidos dos EUA em 2006. Mas é menor, com músicas entre três e cinco minutos, em vez de canções entre seis e oito minutos.
O disco também é menos sofisticado que seu antecessor, que tinha baladas delicadas ao piano. Na busca pelo som dos anos 50, Dylan optou pelas guitarras em primeiro plano. Há muitos solos distorcidos, como os dos velhos mestres. E uma sanfona costura tudo, trazendo um clima de beira de estrada.
Dylan conta que não planejou o álbum. Foi convidado, pelo diretor francês Olivier Dahan, para escrever uma música para seu próximo filme, "My Own Love Song". Dylan fez "Life Is Hard", mas as canções não pararam de vir. Quanto aos temas, "essas canções têm uma linha mais romântica", conta.
"Together through Life" abre com a sensacional "Beyond Here Lies Nothin'", em que a sanfona e a guitarra duelam para aparecer. A guitarra lembra a de Keith Richards no Rolling Stones pré-psicodélico, entre 1964 e 1966, quando o inglês imitava justamente... as gravações da Chess Records.
"Life Is Hard", a segunda, mostra que a voz de Dylan está pior do que nunca. Suas cordas vocais estão tão deterioradas que lembram as de Tom Waits, que se notabilizou por fazer do canto rouco uma marca. E isso só torna a canção mais forte.
"My Wife's Home Town" é tão parecida com "I Just Wanna Make Love to You" que Dylan perderia um processo. "I Just Wanna..." é um hit da Chess, de 1954, escrito por Willie Dixon e gravado originalmente por Muddy Waters (e coverizado pelos Stones em seu álbum de estreia, de 1964).
E a volta ao passado segue com rocks básicos ("Jolene"), canções de sanfona ("If You Ever Go to Houston") e lamentos tristes ("This Dream of You"). Culminando com a belíssima "I Feel a Change Comin' on", balada sofisticada que, essa sim, poderia estar em "Modern Times". Mas os tempos de Dylan agora são outros.
Together Through Life
Artista: Bob Dylan
Lançamento: Columbia
Quanto: R$ 30 (importado)
Avaliação: ótimo
Bob Dylan - Beyond Here Lies Nothin' - Together Through Life
Para a programação de filmes o Cineport tem as obras Primas como Cidadão Boilesen, documentário de Chaim Litewski. Que foi vencedor em abril do 14º Festival É Tudo Verdade, concorrendo ao prêmio com nomes como José Padilha, com o seu Garapa, e Eduardo Coutinho, com Moscou.
O longa Cidadão Boilesen será exibido na Sessão Competitiva do Troféu Andorinha Digital, às 18h45. O filme fala da vida do empresário Henning Albert Boilesen, assassinado por um grupo de extrema esquerda em 1971, Litewski mostra alguns empresários de São Paulo que financiaram grupos ligados a linha dura do regime militar e a participação civil na tortura.
A programação da quarta (06). Teremos os filmes como o concorrente para o Troféu Andorinha às 16h, será exibido o filme Encarnação do Demônio, o fim de uma trilogia de Zé do Caixão que durou mais de 40 anos para conclusão. Já Diário de Sintra, filme que aborda os últimos momentos de Glauber Rocha, será apresentado às 18h, na sessão Troféu Andorinha Digital. A sequencia foi dirigida por Paula Gaetan, artista plástica e também última mulher de Glauber Rocha.
Romance (2008) filme de Guel Arraes. Esse filme tem um grande atrativo, que são as belas paisagens da Paraíba na telona. O filme se desenvolve num triângulo amoroso interpretados por Wagner Moura, Letícia Sabatella e Vladimir Brichta. Um tributo ao cineasta francês François Truffaut, que realizou Jule e Jim, Guel Arraes que definiu neste filme como uma declaração de amor ao teatro e ao cinema mostrando os bastidores de um amor. Romance tem locações na cidade de Cabaceiras, na Paraíba. Às 18h, na sessão Mostra Brasil ficção 2008.
O evento conta também com uma produção lusa a ser apresentada na sessão competitiva do troféu Andorinha Digital, com o filme É dedra ser angolado. Depois tem ainda O Tempo e o Lugar, um documentário de Eduardo Escorel, segundo ele mesmo, uma lenda do cinema brasileiro. Escorel fez filmes, como: Macunaíma (1969), Cabra marcado pra morrer (1984), Eles não usam black-tie (1981) e Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969). O novo filme de Escorel pode ser visto às 22h, na sessão Mostra Brasil, documentário. Outros bons momentos foram as exibições dos longas metragens do Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, o Cineport, na segunda-feira (4), teve 'Linha de Passe', de Walter Salles, e 'Os Desafinados', de Walter Lima Júnior, com sessões muito concorridas pelo público que foram para Usina Cultural Energisa. Na parte musical teve a belíssima voz da cantora portuguesa Suzana Travassos, à meia-noite.
Outros filmes
'Os Desafinados', uma produção brasileira, concorre ao troféu Andorinha como melhor trilha sonora, de Wagner Tisó. Com enredo muito bom e brilhante fotografia, teve sessão às 19h, com esgotamento de ingressos. O filme conta a história de quatro jovens amigos e músicos que decidiram partir para os Estados Unidos atrás de sucesso na carreira musical. logo encontram uma bela musa inspiradora, e formam um grupo musical. O enredo se passa em meio ao clima de muita Bossa Nova e a política do Brasil, nos anos 1960. No horário das 22h, 'Linha de Passe' lotou a tenda Andorinha do Cineport. O filme era o de Walter Salles concorrente ao prêmio de melhor fotografia do festival. No elenco, o já conhecido dele e do público Vínicius de Oliveira, de 'Central do Brasil'.
Livros sobre Sganzela
Tem também a diversidade do livro na mini-biblioteca sobre o cineasta Rogério Sganzerla, lançada hoje, a partir das 18h30, na Livraria do Cineport. Os principais título são Rogério Sganzerla- Encontros, em que a pesquisadora Roberta Canuto mostra entrevistas organizadas do cineasta; assim como O Bandido da Luz Vermelha, roteiro do consagrado filme de Sganzerla; Tudo é Brasil, por Helena Ignez e Mario Drummond imbuído de fragmentos literários relaizado pelo cineasta. Música, muita música
Além de curtas e longas da 4ª edição do Cineport oferece nos próximos dias e acontece desde o dia 1º de maio, se estendendo até o dia 10, reserva além de literatura, um excelente espaço para a música que vem com muita novidade. De acordo com assessoria do evento a programação musical vem com tudo para mostrar também o Coletivo Batida que é um projeto de DJ’s da ativa Radio Fazuma vindo de Angola, no continente africano. Eles são um grupo de músicos que trabalham com timbres eletrônicos novos resgatando ritmos antigos. Dentro dessas miscelâneas toda de sons surge o tão comentado Kuduru sendo, comparado por aqui com a lambada, música baiana ou um funk bem dançante. Batida, coletivo fazem música para divulgar, na rádio e na internet, segundo as tendências da música urbana de raiz ou de inspiração afro, como os mambos kwaito, kuduro, baltimore, dancehall e afrobeat. Na Tenda Andorinha a partir da meia-noite. www.myspace.com/radiofazuma.
Nessa seleção musical do evento já teve grandes músicos, a exemplo do músico instrumentista Hamilton Holanda na noite de abertura (01), Lula Queiroga com peticipação de Silverio Pessoa no sábado (02), a bela voz de Susana Travassos com seu disco solo de estréia Oi Elis, na terça (03). Ainda se apresentaram o gaitista jeffersom Gonçalves, um dos grandes nomes do blues, e a grande novidade desse encontro de feras é um resurgimento das super bandas paraibanas como Flavio C, uma banda de rock muito importante dos anos noventa, com músicos e canções excelentes e conseguiu chegar à uma grande gravadora e na mídia, mas por causa dos efeitos da crise fonográfica acabaram sendo dispensados do mercado. Dez anos depois eles estão retornando para a felicidade de muitos dos seus admiradores. Na mesma noite tem ainda apresentação da banda multilinear Zacarias Neponuceno Com informaçoes de (André Cananéa)
Novo álbum «A Woman A Man Walked By» gravado em colaboração com John Parish
Num colorido intenso, palco insuflável que a inglesa PJ Harvey se apresenta no seu novo videoclip. «Black Hearted Love» é o primeiro single do álbum feito em colaboração com John Parish e o vídeo já está disponível online.
O disco, «A Woman A Man Walked By», chega às lojas no próximo dia 30 de Março e será apresentado em Portugal num concerto marcado para 2 de Maio na Casa da Música, no Porto.
O espetáculo insere-se na turnê de promoção do novo álbum «A Woman A Man Walked By», gravado com John Parish, habitual colaborador de PJ Harvey. O disco tem edição prevista para 30 de Março.
O novo disco sucede a «White Chalk, de 2007, do qual se retirou o single «When Under Ether»: