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sexta-feira, 1 de maio de 2009

CINEPORT começa hoje com Chico César e mostra com 156 filmes



Hoje João Pessoa, é também a Capital e Cidade CINEPORT do Cinema. A cidade” surgiu em 05 de agosto de 1585, com o nome de Nossa Senhora das Neves. Três meses depois já era Philipéia de Nossa Senhora das Neves, a terceira cidade mais antiga do país. E seus habitantes ditos “filipenhos”. Entre 1634 e 1654, com a invasão holandesa, passou a ser Fredericstadt. Mais conhecida por Frederica. E seus habitantes ditos “frederiquenhos”.
Na bela e moderna cidade entre o mar e o Sanhauá. Uma cidade que sabe preservar o precioso acervo de seu centro histórico, onde se destaca o grandioso conjunto arquitetônico de São Francisco, formado pelo Convento de Santo Antônio e pela Igreja de São Francisco. Se destaca no cenário nacional pela qualidade de seus produtos culturais. Um rico artesanato; a literatura de Zé Lins do Rego e Augusto do Anjos; a música de Zé Ramalho e Chico César; o teatro do Grupo Piolim, com o Vau da Sarapalha, que revelou vários atores para o cinema brasileiro, como Luiz Carlos Vasconcelos, Everaldo Pontes e os irmãos Lira, Soia e Nanego; e cineastas como Linduarte Noronha, os irmãos Vladimir e Walter Carvalho, Marcus Vilar e Torquato Joel.

Cineport terá Chico César e mostra com 156 filmes

João Pessoa sedia a 4ª edição do Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport). Serão exibidos 156 filmes, do Brasil, Portugal e África, incluindo curtas e longas-metragens. A programação começa às 20h na Usina Cultural Saelpa, entre 1 e 10 de maio.

Na sequência da programação o festival oferece ainda dez shows musicais, incluindo a apresentação de Chico César, além de exposições fotográficas, lançamentos de livros, espetáculos de dança, oficina de videoarte, fóruns e debates. A promoção é da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e conta com apoio da Prefeitura de João Pessoa (PMJP).


Serão 156 filmes distribuídos em seis mostras, que serão vistas em duas salas. Quatro delas são competitivas (Andorinha; Andorinha Digital; Andorinha Criança; e Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano). Outras exibições serão realizadas durante a Mostra Brasil e Mostra Troféu Humberto Mauro. Moçambique será a nação homenageada, com atrações musicais, além de exposição fotográfica e de artesanato relativos ao país.
Os homenageados do evento serão os diretores Helena Ignez, Linduarte Noronha, Isabel Noronha, Teresa Villaverde e Aloísio Teixeira; os atores Ruy Polanah e Emiliano Queiroz; e o coletivo de produção audiovisual paraibano Las Luzineides.Grande parte da programação do Cineport será dedica à cinematografia local. Como exemplo, pode-se citar o Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano, além de uma pauta de fóruns e encontros. O público do Cineport terá acesso ainda a outras atividades culturais a exemplo de shows musicais, entre eles o de Chico César, no dia 9; duas exposições de fotografias; dez lançamentos de livros; espetáculos de dança; oficina de videoarte; fóruns e debates.
A entrada custa R$ 2. A renda integral será destinada a instituições filantrópicas da cidade de João Pessoa. A partir do segundo dia do festival até 10 de maio, a programação de filmes começa sempre às 16h. A troca de ingressos e a abertura dos portões são a partir das 15 h.Abertura – A solenidade de abertura apenas para convidados acontece no dia primeiro de maio, às 19h, na Usina Cultural Energisa.
Na ocasião, serão exibidos trechos de ‘Sob o Céu Nordestino’ (1928), de Walfredo Rodriguez, considerado o marco zero da produção cinematográfica paraibana. Ao mesmo tempo em que as cenas serão mostradas, a Orquestra de Câmara Cidade de João Pessoa executará ao vivo a trilha sonora filme, composta 80 anos depois pelo maestro Carlos Anísio, que também será o regente do grupo.Os portões serão abertos ao público por volta das 20h, após a solenidade especial. A primeira noite do Cineport será encerrada com o show do bandolinista Hamilton de Hollanda. O músico é considerado um dos maiores destaques da cena instrumental brasileira.


Cerimônia Especial de Premiação – Este ano, a cerimônia de premiação do Cineport será realizada na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no dia 9 de maio, às 20h. Marcarão presença alguns nomes importantes do mundo do cinema nos países de língua portuguesa. Entre os convidados estão os atores portugueses Nicolau Breyner, Ana Moreira, Carla Bolito, Anabela Teixeira e Sandra Cóis; os atores brasileiros Emiliano Queiroz, José Dumont e Daniela Escobar; os diretores nacionais Júlio Bressane, Vladimir Carvalho, Orlando e Conceição Senna; e os cineastas africanos e portugueses Zezé Gamboa, Fernando Vendrell e Camilo de Sousa.




Confira a programação musical:




01/05 - Hamilton Hollanda – Brasil


02/05 – Lula Queiroga – Brasil


03/05 – Jeferson Gonçalves – Brasil


04/05 – Suzana Travassos – Portugal


05/05 - Tambor de Três – São Tomé/Portugal/Angola


06/05 - Batida – Angola


07/05 - Flávio Cavalcanti e Zacharias Nepomuceno – Brasil Duas das mais influentes bandas da cena rock paraibana juntas numa noite antológica.


08/05 - Ghorwane – Moçambique


09/05 - Chico César – Brasil


10/05 - Orquestra de Câmara de João Pessoa- Baluarte (O Festival Cineport abre espaço para novos nomes da música paraibana)


Fonte: WSCOM e Site do Cineport

sábado, 25 de abril de 2009

Dancin´Days - A novela que marcou o final de uma década

"Sei que eu sou/ Bonita e gostosa/ E sei que você/Me olha me quer/ Eu sou uma fera/ De pele macia/ Cuidado garoto!/ Eu sou perigosa...". Quem lembra desta música viveu a época da novela e com certeza dançou muito nas Discotecas sob os embalos de John Travolta, Donna Summer, Tina Charles, Glória Gaynor, Elton John, entre outros.
Hoje, é difícil imaginar o sucesso que essa novela alcançou em 1978, mas ela foi um verdadeiro marco da teledramaturgia. Como diz Fernanda Montenegro: “Hoje, não se constroem mais personagens, eles são apenas desenhados”. Essa é a mais pura das verdades.
Talvez seja por isso ficou mais difícil encontrar uma Chica Newman, uma Odete Roitman, um Salomão Hayala, uma Nazareth, uma Veridiana Albuquerque de Lima ou uma Yolanda Pratini.
Este último personagem foi criado por Gilberto Braga para ser a vilã da história de Dancin´Days e foi.
A partir de uma idéia de Janete Clair, chamada "A prisioneira", Gilberto Braga desenvolveu uma trama extremamente sedutora, levando a novela a se tornar um dos maiores sucessos da história da televisão brasileira - sucesso este não esperado nem mesmo pelo próprio autor da novela.
Faltava o segundo passo: o título da obra. Essa é uma obra muito difícil para todos os autores, pois ele tem que ser forte para atrair o gosto do público. Então, ele pegou o nome emprestado da famosa boate de Nelson Motta, a “Frenetic Dancing Days Discothèque” mantida pelo produtor musical durante quatro meses ano de 1976 no recém-inaugurado Shopping da Gávea. A discoteca foi incluída no enredo no rastro de seu sucesso no Rio de Janeiro, e do sucesso do filme "Os Embalos de Sábado à Noite", com John Travolta, que estava sendo exibido no Brasil na época.
Para o papel de protagonista, Júlia Mattos, o autor pensou primeiro em Betty Faria, mas ela estava para estrear o programa “Brasil Pandeiro”, mas Sônia Braga acabou ganhando o papel. Enquanto, às vésperas da estréia, várias cenas tiveram que ser regravadas, com Joana Fomm substituindo Norma Benguell, no papel da vilã Yolanda Pratini. Daniel Filho comenta o fato em seu livro "Antes que me Esqueçam": "O papel era muito bom, mas ela não conseguiu adaptar-se ao ritmo das gravações. Seus tempos de criação, suas propostas de interpretação não eram compatíveis com a novela. (...) As cenas saíam com dificuldade. A saída, então, foi substituí-la".
Antes de substituir Norma Benguell, Joana Fomm interpretava Neide, secretária de Celina (Beatriz Segall). Então, com a mudança, para o papel de Neide foi convocada a atriz Regina Viana.
Dancin´Days, exibida em 1978/79, às 20h, pela Rede Globo, contava a história de Júlia Mattos (Sônia Braga), uma ex-presidiária que lutava para recuperar seu lugar na sociedade. Ela fora acusada de ter atropelado e matado um guarda-noturno.
Por isso, foi condenada a 22 anos de prisão. Depois de cumprir metade da pena, conseguiu liberdade condicional e passou a lutar para livrar-se do estigma de ex-presidiária e, também, conquistar o amor da filha, Marisa (Glória Pires). A garota fora criada pela irmã de Júlia, Yolanda Pratini (Joana Fomm), e por seu marido, Horácio (José Lewgoy), casal bem posicionado na alta sociedade carioca.
A novela começa quando Júlia é posta em liberdade condicional. Depois de ter recebido de sua irmã, um cheque de 50 mil cruzeiros, com a exigência de não se aproximar da sua filha, Marisa. Mas Júlia se sente conformada com a idéia de que ela estava vive bem e era feliz.
Com a volta da irmã, Yolanda teme que a menina se afaste dela, e passa a criar dificuldades na aproximação entre mãe e filha. A disputa entre as irmãs é uma das tramas centras da história de Gilberto Braga.
Na tramas paralelas, corria a história da família do bem-sucedido advogado Franklin (Cláudio Corrêa e Castro), e sua mulher Celina (Beatriz Segall) e os dois filhos Beto (Lauro Corona, então estreando em novelas da Globo ) e Cacá (Antônio Fagundes). Os irmãos cruzam o caminho de Júlia, desencadeando outras intrigas. Beto era namorado de Marisa, e Cacá – o homem por quem Júlia acabou se apaixonando -, um diplomata desiludido com a profissão escolhida por influência de sua própria mãe. Júlia tenta separar sua filha de Beto, pois sabia que tudo não passava de uma armação de Yolanda, mas é presa novamente.
Depois de passado um tempo. Júlia se casa com Ubirajara (Ary Fontoura), um milionário. Os dois viajam pela Europa e, quando voltam, a ex-presidiária está completamente mudada, com novo visual e disposta a dar a volta por cima. A cena que marca a virada da personagem aconteceu no capítulo 79, quando foi inaugurada a discoteca de Hélio (Reginaldo Faria), a Frenetic Dancin´Days. Numa cena marcante, Júlia dá um show de dança na pista da discoteca, e todos ficam impressionados. A transformação da ex-presidiária em musa das discotecas mereceu inúmeros elogios.
Curiosidade: o personagem de Sônia Braga ditou moda, com suas roupas de cetim e meias soquetes de lurex, a novela virou coqueluche. As meias de lurex eram fosforescentes, listradas, coloridas, com sandálias de tiras e salto alto, e virou mania nacional. Ainda na onda do merchandising, a boneca Pepa, companheira inseparável de Carminha (Pepita Rodrigues), foi parar nas prateleiras das lojas. A fábrica vendeu 400 mil unidades. Ainda por causa do sucesso da novela, os vôos de asa-delta, praticados pelo personagem Beto (Lauro Corona), deixaram de ser um hobby apenas da Zona Sul carioca.
A personagem Áurea foi diretamente inspirada na própria mãe de Gilberto Braga, mas ao contrário desta e do previsto na sinopse inicial, não se suicidou: a magistral interpretação da atrizYara Amaral salvou-a, e foi o marido da personagem a acabar por morrer. A discoteca foi um dos cenários fixos da novela. Mas algumas cenas foram gravadas na discoteca Hippopotamus, no Rio de Janeiro.
Nessa virada na vida da protagonista marcou também uma nova fase da novela. Gilberto Braga mudou os ambientes onde se passava a história e mexeu na trama de diversos personagens: Yolanda se separou do marido; Celina, mãe de Cacá, morre e Marisa enfrenta dificuldades no casamento.
Outra história paralela envolvia a família de Alberico (Mário Lago, foi uma magistral e inesquecível interpretação deste grande ator), um homem de classe média requintado, típico morador de Copacabana, que vive das glórias do passado e conta com o auxílio da filha Carminha (Pepita Rodrigues) para resolver as dificuldades e os problemas domésticos.
Porém, uma das cenas de maior intensidade da novela foi sem dúvida a da briga entre Júlia e Yolanda no final, no salão do hotel Copacabana Palace. As duas irmãs se agridem fisicamente, puxam-se os cabelos, rolam pelo chão, numa cena que mistura ódio e amor. Em seguida se aproximam, se abraçam, choram e pedem perdão uma à outra. A atriz Joana Fomm conta que, durante a gravação, ela e Sônia Braga mesclavam suas emoções às das personagens, mesmo porque a briga coincidia com o fim da novela, e o elenco iria se dispensar. Além da reconciliação com a irmã, Júlia acaba se aproximando de Cacá, seu verdadeiro amor, e finalmente conquistando a amizade da filha.
O tema de abertura, “Dancing days” (“Abra suas asas/Solte suas feras/ Caia na gandaia/ Entre nessa festa.”), composta por Nelson Motta, foi gravada pelas Frenéticas. O sucesso da música e da novela provocou uma verdadeira onda de discotecas pelo Brasil. O disco da trilha sonora internacional vendeu quase um milhão de cópias. Cá entre nós, eram outros tempos, mas que foi uma época fantástica, para quem viveu isso foi.
Vejam a abertura da novela e confiram.
Enquanto Renato Pedrosa se consagrou como o mordomo mais querido e engraçado do Brasil. Sob a direção de Daniel Filho estavam também Milton Moraes (Jofre), Gracinda Freire (Alzira), Diana Morel (Anita) e Paulette. A novela marcou também a estréia de Reginaldo Farias na TV, como Hélio.
A novela foi reapresentada entre outubro e dezembro de 1982, às 22h. E num compacto de uma hora e meia em 18/02/80, como atração do Festival 15 Anos (apresentação de Glória Pires).
Fonte de pesquisa: o livro de Daniel Filho, Antes que me Esqueçam, e o Dicionário da TV Globo. Vídeos:




































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