Areia (Paraíba)
Areia é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na microrregião do Brejo Paraibano. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 24.654 habitantes. A área territorial é de 269 km².
Com muitas riquezas naturais, situada em local elevado, Areia, no inverno, é coberta por uma leve neblina, e suas terras possuem diversas fontes e balneários aquáticos.
É também muito conhecida por suas riquezas culturais, particularmente o Museu de Pedro Américo, com inúmeras réplicas dos quadros do mais célebre cidadão areiense - entre elas a famosa obra "O Grito do Ipiranga", encomendada a ele por Dom Pedro II, e o Museu da Rapadura, localizado dentro do Campus da UFPB na cidade, onde o turista pode observar as várias etapas da fabricação dessa iguaria e dos outros derivados da cana-de-açúcar, como a cachaça, sendo a areiense muito conhecida exteriormente por seu incomparável sabor.
Areia foi considerada por muito tempo como "Terra da Cultura" tendo seu teatro - o "Theatro Minerva" - sido edificado 50 anos antes que o da capital do Estado da Paraíba. Para aquela cidade hospitaleira, de invernos rigorosos, convergiam estudantes de todo o Nordeste, sendo expoentes deste tempo a Escola de Agronomia do Nordeste, o Colégio Santa Rita (Irmãs Franciscanas, alemães) e o Colégio Estadual de Areia (antigo Ginásio Coelho Lisboa).
Seus filhos se destacavam em todos os concursos de que participavam. Carminha Sousa e Laura Gouveia eram reconhecidas pela capacidade de educar e formar pessoas na língua portuguesa.1 História 2 Principais Datas 2.1 Bregareia 3 Filhos ilustres 4 Referências 5 Ligações externas História Obelisco em Areia.
O primeiro nome de Areia foi Sertão de Bruxaxá, no final do século XVII. Esse era o nome de um povo indígena que habitava a área da Serra da Borborema. A partir dessa época, o povoado que se formou ali passou a ser um ponto estratégico para os boiadeiros e tropeiros que vinham do sertão mais adentro com destino ao litoral da então Capitania da Paraíba.
Com o tempo, entretanto, devido a um riacho que possuía bancos de areia muito brancas, o povoado passou a ser chamado de Brejo d'Areia, já que o lugarejo fica na Microrregião do Brejo Paraibano, região da Paraíba não muito longe do litoral, que recebe os úmidos ventos alísios vindos do Atlântico e possui uma cobertura vegetal de floresta atlântica, hoje em dia reduzida a manchas. Por isso, também chamada de Zona da Mata.
O povoado foi elevado à categoria de vila em 30 de agosto de 1818 e, em 18 de maio de 1846, tornou-se cidade. Com o desenvolvimento da lavoura canavieira na Região do Brejo, no século XIX, a cidade de Areia tornou-se o maior município da região, mas tal proeminência econômica começou desde o século anterior, XVIII, com a precedente lavoura do algodão.
A campanha abolicionista no município teve a liderança de Manuel da Silva e Rodolfo Pires, e a cidade libertou o último escravo pouco antes da Abolição da Escravatura em todo o país, no dia 3 de maio de 1888.
Areia participou ativamente das Revoluções do século XIX, tais como a Revolução Pernambucana, em 1817, a Confederação do Equador, em 1824 e a revolta do Quebra-Quilos, em 1873.Principais Datas18 de maio - Aniversário da Cidade 08 de dezembro - Padroeira Nossa Senhora da Conceição No final do ano é realizado o Festival da Cachaça e da Rapadura
(BREGAREIA) Bregareia O Festival Brasileiro da Cachaça e Rapadura, também chamado Bregareia[2], foi criado em 1997 pela ex-prefeita de Areia Ádria Perazzo Gomes que prosseeguiu com o evento de 1997 a 2000. Em 2001 deu continuidade o ex-prefeito Ademar Paulino de Lima de 2001 a 2004 agora segue com o prefeito de Areia Dr.Elsinho Cunha Lima. É um evento de nome nacional e reúne turistas de todo o Brasil e até internacional e tem as maiores atrações brega do país.
Filhos ilustres
Casa de Pedro Américo, atualmente museu em homenagem ao pintor.Os personagens históricos mais conhecidos de Areia são o pintor Pedro Américo (pintor do Segundo Império), José Américo de Almeida (ex-governador da Paraíba, escritor e importante político nacional), Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques (primeiro arcebispo da Paraíba), Abdon Felinto Milanês (político e músico erudito), além de Elpídio de Almeida (médico e ex-prefeito da cidade de Campina Grande), Álvaro Machado (fundador do Jornal A União), entre outros. Abdon Felinto Milanês Adauto Aurélio de Miranda Henriques Aurélio de Figueiredo Domício Gondim Barreto Elpídio Josué de Almeida José Américo de Almeida Pedro Américo Plínio Lemos Valfredo Soares dos Santos Leal.
Aniversário18 de maio
Fundação1846
GentílicoAreiense
Prefeito Elson da Cunha Lima Filho Doutor Elsinho (DEM).
Localização: EstadoParaíba Mesorregião
Agreste Microrregião
Brejo Paraibano
Região metropolitana
Municípios limítrofes Arara, Serraria, Alagoa Grande, Alagoa Nova, Pilões e Remígio. Distância até a capital130 quilômetrosCaracterísticas geográficasÁrea269,424 km²População24.992 hab. cont.
IBGE/2007 [1]Densidade91,5 hab./km²Altitude623 metrosClimaAmeno, com temperaturas que chegam a 8°C no inverno e, em dias quentes, a 30°C.Fuso horárioUTC-3IndicadoresIDH0,611 PNUD/2000PIBR$ 71.656.298,00 IBGE/2003PIB per capitaR$ 2.828,80 IBGE/2003.
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