segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Radiohead confirma shows no Brasil em 2009
O Radiohead acertou shows no Brasil. A cultuada banda inglesa se apresentará no Rio de Janeiro, em 20 de março de 2009, e em São Paulo, em 22 de março.
Os ingleses do Radiohead farão shows no Rio de Janeiro e São Paulo em março
No Rio, o show acontecerá na praça Apoteose; em São Paulo, na Chácara do Jockey --terreno na zona sul de São Paulo onde, ocorreu o festival Claro Que É Rock em 2005. Nas cidades, os ingressos terão preço único: R$ 200 (estudantes pagam meia).
Os ingressos começam a ser vendidos à 0h de 5 de dezembro, pela internet. A partir das 9h de 5/12, haverá venda nas bilheterias do estádio do Pacaembu (SP) e Maracanãnzinho (RJ).
A capacidade de público em cada uma das praças será de cerca de 30 mil pessoas. Os shows do Radiohead estão sendo organizados no Brasil pela produtora Plan Music. Eles acontecerão dentro de um festival batizado de Just a Fest, que terá quatro bandas (incluindo o Radiohead), sendo duas nacionais. Os outros artistas que tocarão no evento ainda não foram definidos.
"Não foi a primeira negociação que tivemos com o Radiohead", diz Luiz Oscar Niemeyer, da Plan Music. "Houve uma no ano passado, que acabou não indo para a frente. Agora finalmente as coisas encaixaram. De quatro meses para cá, as conversas andaram".
Segundo Niemeyer, o Radiohead trará ao Brasil a produção completa de show, com cenário e iluminação idênticos aos utilizados nas apresentações norte-americanas.
A banda
Há pelo menos cinco anos circulam rumores de uma possível vinda do Radiohead ao Brasil. É, possivelmente, a banda roqueira mais aguardada pelos fãs brasileiros.
Dono de letras que vão da crítica social a paisagens abstratas, o vocalista Thom Yorke é o principal personagem do Radiohead. O principal coadjuvante é o guitarrista Jonny Greenwood, autor também de trilhas para o cinema. A banda tem ainda Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo) e Phil Selway (bateria).
O grupo tornou-se uma das principais notícias do mundo pop no final do ano passado com o lançamento de "In Rainbows", o sétimo disco.
Numa iniciativa inédita para uma banda do porte de Radiohead (mais de 30 milhões de discos vendidos), o quinteto deixou para os fãs decidirem quanto deveriam pagar pelo álbum. "In Rainbows" foi lançado primeiro por download e, em seguida, em formato físico de CD. Foi recebido com elogios pela crítica.
Além de Brasil, a turnê sul-americana do Radiohead passa por Chile e Argentina.
Muito se falou nos 50 anos de Madonna. E quem teria estofo para substituir essa cinquentenária? Britney? Christina Aguilera? Beyoncé? Kylie? Nenhuma delas têm o carisma-profissionalismo-esperteza de Madonna. Sabe seguir os ventos da música e se vestir adequadamente em cada situação; cerca-se dos melhores profissionais, da RP Liz Rosenberg ao produtor Stuart Price; move-se com desenvoltura tanto em clubes minúsculos como num estádio como o Morumbi.
Ao vivo, muitas das faixas do disco "Hard Candy" ganham arranjos mais elogiosos do que em disco. Uma delas é a balada "Miles Away", tocada por Madonna com o público fazendo vocal de apoio; outra é "Beat Goes On", produção do Pharrell Williams, que aparece com mais peso e groove. E Madonna consegue dar novo brilho a canções como "Vogue", "Borderline" e "Like a Prayer". Aos 50 anos, Madonna ainda mostra-se insubstituível no pop.
O ano em quadrinhos
Interrupção pontual nas férias só pra avisar que o Telio Navega, o homem dos quadrinhos em "O Globo", convocou uma galera que escreve sobre o tema (entre eles, este que vos escreve) pra eleger seus favoritos do ano e botou a lista lá no Gibizada. Deu "Chibata" na cabeça. Minha favorita, "Leões de Bagdá", ficou em segundo.
Mix da semana
Quer conhecer um pouco mais sobre dubstep? Então vá ao site do Essential Mix, obrigatório programa que rola todo domingo na Radio 1, a emissora da BBC. O convidado desta semana é o DJ e produtor inglês Rusko, que coloca na receita até um quebrado e surpreendente remix de "I Kissed a Girl", da Katy Perry. O mix fica no ar até o próximo domingo.
Masturbação cultural
Há marmanjos que gostam de brincar de RPG. Há aqueles que se emocionam com o disco do Marcelo Camelo. Tem gente que discute vinho. Assim, é até normal encontrar pessoas que "analisem", "discutam" e "teorizem" sobre "jornalismo cultural".
A Ilustrada completa 50 anos e, para celebrar a grandiosa data, promoveu nesta semana debates iluminados sobre esse instigante assunto que é o jornalismo cultural brasileiro. Figuras ilustres e experientes conhecedoras dos meandros noticiosos, como Caetano Veloso, Lobão, Maria Rita Kehl e Cacá Diegues, entre outros, opinaram extensivamente sobre o tema. Não é por nada, mas queria saber o que o Cacá Diegues fez de relevante nos últimos 30 anos que o credencia a vomitar a respeito de cultura, jornalismo ou jornalismo cultural.
Há alguns dias, o ombudsman da Folha publicou em sua coluna a opinião de vários ex-editores da Ilustrada (e também do atual) sobre como eles acham que deva ser a cobertura cultural num jornal diário e impresso. Algo do que foi dito: "a Ilustrada envelheceu"; "precisa ser novidadeira, assertiva e atrevida, atender expectativas, mas saber surpreender e incomodar, dosar serviço com reportagem investigativa e ser campo fértil para idéias novas"; "ser cada vez mais crítico ao mercado, fugir das armadilhas do deslumbramento, da superficialidade e da ingenuidade, as pragas do jornalismo cultural"; "submeter as políticas culturais públicas e o marketing da indústria de entretenimento à investigação jornalística; aprimorar os serviços; recompor o valor intelectual e polêmico da crítica; retomar o entusiasmo pelo debate, o gosto da provocação e o prazer das rupturas e das descobertas"; A Ilustrada é filha de período em que o debate cultural era mais coletivo e concentrado em poucos lugares; (...) Talvez a tarefa principal seja atar as pontas dispersas"; "a tendência é abraçar essa 'cauda longa'. O diferencial será a capacidade de pinçar nessa 'cauda longa' as manifestações mais originais, capazes de formar, elas mesmas, suas próprias 'caudas'. Para isso, apostar naquilo que é totalmente inusitado"; "nem é dada a palavra ao artista, mas sim ao crítico, ao colunista, ao articulista, sem que haja tampouco o confronto das idéias. Que seja dada a palavra aos criadores"; "análise, interpretação e crítica. A Ilustrada do futuro deveria se basear nesse tripé. A cereja no bolo seriam reportagens exclusivas. E uma medida a ser tomada ontem: jogar fora tabelas e roteiros"; "a vontade de eterna juventude (valorizar o novo pelo novo, sem pôr em xeque sua consistência) pode ter ficado anacrônica. Para satisfazer e manter fiel público mais maduro será necessário esforço mais amplo de aprofundar informação e opinião". Então. Já colocamos as instruções no quadro de avisos da redação da Ilustrada e prometemos segui-las. Valeu pelos toques!
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Parece que os debates promovidos pela Ilustrada contagiaram mais gente. Como André Forastieri. Do alto de uma cadeira do bar Exquisito num dia qualquer da semana, deliciando-se com um carinha que cantava covers de MPB, Forastieri pergunta: "com tanto blog, cadê a nova geração de jornalistas culturais do cacete?". Forasta, com tanto blog, site, revista e jornal por aí, se você não encontra coisas interessantes talvez seja hora de parar de ler tanta HQ de super-herói. Alguns exemplos de blogs: www.popload.com.br; http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo; http://www.spiceee.com/pensaletes/; http://donttouchmymoleskine.wordpress.com/; http://bimahead.blogspot.com/; http://vitrola.blogspot.com/.O Álvaro Pereira Jr., quando não está falando mal do Cansei de Ser Sexy, também gasta algumas linhas para ensinar como se faz jornalismo cultural. Ele até já fez um "manual do crítico", com sete regras que devem ser seguidas à risca. (No início desse texto, antes de apontar as regras, ele esclarece: "Sempre relutei em fazer esse tipo de 'manual do crítico' porque, primeiro, nunca fui nem sou crítico de música em tempo integral e, segundo, desconfio de fórmulas prontas"). Se você não é assinante do UOL, entre no blog do Forasta; ele republicou o texto do Álvaro.
Camilo Rocha, um dos caras que melhor escrevem sobre música no país e que não desperdiça nosso tempo relembrando como as coisas eram melhores antigamente (coisa comum entre o "pessoal da velha geração"), também entrou no assunto. Em seu blog no Rraurl, ele sentencia: "(...) agora, na internet, em tempos de Perez Hilton e gente falando de música mal e toscamente, eu acredito que o bom texto musical não só tem espaço como é mais necesário do que nunca". E arremata citando alguns dos críticos que considera valerem a pena, como Lester Bangs e Simon Reynolds. Meu pitaco: 99% dos que citam Lester Bangs por aí não leram uma linha sequer do cara (o Camilo entra no 1%); e Simon Reynolds... bem, ele conhece música pop, mas a maioria dos seus textos é tão emocionante quanto um discurso do presidente da Petrobras sobre o pré-sal.
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Aí você pergunta: "Se o assunto é bobagem, por que eu perco tempo escrevendo isso?". Bem, porque eu não tenho nada pra fazer neste início de noite de sexta, enquanto espero para assistir ao Holger e ao Dave Clarke.
Imagens do dia
Diana Ross, na cerimônia de entrega do Nobel da Paz, na Noruega, na quinta
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Odd Andersen/Associated PressA electro-pop sueca Robyn, também no Nobel da Paz
09/12/2008
Will.I.Am produzindo U2????
Existe alguém com mais opiniões sobre tudo do que Caetano Veloso? Aparentemente, sim. Kanye West informa ao mundo que Will.I.Am, do Black Eyed Peas, está produzindo o próximo diso do U2. Duvida? Vá ao blog do Kanye. Segundo outras fontes, tipo jornais, sites e revistas gringos, quem está mexendo no álbum é Daniel Lanois, que já trabalhou com o U2. Mas o Kanye, bem, o Kanye deve saber algo que não sabemos...
De Eminem ao Pavement
Já circula na net a nova música de Eminem. "Number One" é a primeira produção oficial do vocalista desde que ele lançou a compilação "Curtain Call", em 2005, que trazia três faixas inéditas. "Number One" estará em "Relapse", disco que ele promete lançar em 2009. "Number One" começou a circular em alguns blogs e em sites como o Rapid Share, mas a gravadora do rapper foi rápida e tirou a canção do ar. Mas ainda dá para ouvi-la aqui e ali. A faixa é produzida por Dr. Dre e traz Eminem num vocal rápido, sobre piano e batidas mais lentas. O resultado? Meio decepcionante. Em época de Kanye West e Lil' Wayne, Eminem, pelo menos com "Number One", parece estar uns oito anos atrás.
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O Justice lançou na Europa o documentário em DVD "A Cross the Universe", com imagens da turnê mundial da dupla. No You Tube, dá para ver a faixa "Phantom II", em que a apresentação do duo pode ser comparada a um show punk:
Pavement é daquelas bandas indies que eu curtia muito anos atrás, mas que agora me dizem muito pouco. Mas não dá para ignorar o relançamento de "Brighten the Corners", o quarto disco da banda americana, lançado originalmente em 1997. A nova versão do álbum vem em dois CDs, com as músicas remasterizadas, adicionadas de 34 faixas não lançadas no disco e um libreto de 62 páginas.
04/12/2008
Ingressos pro Radiohead - atualizado
Atenção: se você tem cartão de crédito internacional, já dá para comprar ingressos para os shows do Radiohead no site da banda.
Atualização: no site do Radiohead, os ingressos para o show de SP já estão esgotados. Ainda há para o show do RJ. Para os paulistanos, resta agora esperar pela venda no site brasileiro ou nos pontos-de-venda.
Sobre o Radiohead
As vendas para os dois shows do Radiohead no Brasil (20 de março, na pça da Apoteose, Rio; 22 de março, Chácara do Jockey, SP) começam à meia-noite desta sexta (ou seja, daqui a algumas horas). Pelo site www.ingresso.com, dá para comprar com cartão de crédito (não com cartão de débito, como havia informado erroneamente a organização). Pelos pontos-de-venda (bilheterias do Pacaembu e do Maracanazinho), apenas com dinheiro, a partir das 9h desta sexta-feira. Dá para comprar meia-entrada (não haverá limite de ingressos) tanto pelo site como nos pontos-de-venda. O preço da inteira é R$ 200. A capacidade para o show de SP é 30 mil pessoas; a do Rio, 35 mil. Segundo os organizadores, o sistema da ingresso.com aguenta até cem mil acessos simultâneos. O telefone de atendimento é 0/xx/21/3035-7621, e o e-mail, atendimento@ingresso.com.br.
O LCD Soundsystem e os Muppets
A melhor banda do mundo está ficando cada vez melhor. Abaixo, "New York I Love You", mas com a incrível participação de Caco, o sapo. E faça o favor de assistir até o final!
Free the chicken
Bi-curious mais famosa do pop, Katy Perry apontou suas músicas preferidas a pedido do Drowned in Sound. Entre as escolhidas, faixas de Chromeo, Paul Simon e de uns curitibanos que a gente conhece bem.
03/12/2008
Aqui e ali
"Chinese Democracy" pode até não estar vendendo nada, mas o lançamento do novo disco do Guns N' Roses está rendendo. Tem a história da Dr. Pepper, em que a empresa, no início do ano, soltou que daria uma lata do refrigerante a qualquer um se o Guns lançasse o disco em 2008. O Guns lançou o disco em 2008, e a Dr. Pepper teve de cumprir o que prometeu. Em 30 de novembro, um domingo, eles abriram o site da empresa para as pessoas se cadastrarem para receber um cupom que seria trocado por uma lata de refrigerante. A promoção seria válida apenas para aquele dia. Acontece que milhões de pessoas tentaram acessar o site e, claro, o sistema caiu. A Dr. Pepper então deixou o site no ar por mais um dia e abriu um número de telefone. A promoção irritou os empresários da banda, e um advogado de Axl Rose mandou uma carta pro presidente da Dr. Pepper dizendo que a empresa estava abusando dos consumidores e utilizando, sem permissão, a imagem do Guns. Parece que tem mais gente atrás da promoção da Dr. Pepper do que de "Chinese Democracy"...
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Já falei aqui do Asteroids Galaxy Tour, né? O coletivo dinamarquês, que processa soul + psicodelia + timbres espaciais, graças a um comercial do iPhone, está começando a bombar nos EUA. A banda, da ótima vocalista Mette Lindberg, acaba de excursionar pelos EUA, está sendo caçada por selos e gravadoras e preparar o lançamento de mais um EP, que sucede o primeiro, "Around the Bend". Abaixo, dance com "The Sun Ain't Shining No More".
Um tempo atrás, alguém colocou na net uma versão de "Runnin' With the Devil", do Van Halen, mas apenas com a voz do David Lee Roth. É sensacional. Agora outro alguém fez a mesma coisa, só o David cantando, mas com a faixa "Hot for Teacher". Tá aqui:
O Copa de Curitiba
Reportagem que saiu nesta quarta na Ilustrada sobre a ótima banda curitibana Copacabana Club. A edição impressa traz também um texto do Lúcio Ribeiro sobre os não menos ótimos Holger.
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Curitiba é hoje um dos principais centros do bom pop-rock feito no Brasil. Vêm da capital paranaense, por exemplo, os experimentalistas ruído/mm; a complexidade sutil do combo Wandula; o folk nervoso do Bad Folks; a esperta banda new wave Sabonetes. Mas converse com um curitibano (melhor: com um roqueiro curitibano) e invariavelmente você ouvirá reclamações de como a cidade é parada, não tem nada para fazer..."Sempre fomos assim. O povo reclama de tudo mesmo. Mas tem bastante banda rolando aqui, sim", conta Alec Ventura, 30, multiinstrumentista do Copacabana Club, banda que sintetiza a excelente safra roqueira desenvolvida em Curitiba nos últimos anos.O Copacabana Club é o caçula da turma. Acabou de completar um ano de vida, mas nesse pouco tempo traz na bagagem o EP "King of the Night" _uma jóia composta por quatro faixas irrepreensíveis_ e 17 shows _o último deles ocorrido na Funhouse, em São Paulo, em que a carismática vocalista Camila Cornelsen terminou cantando no meio do público.Junte a performance de Camila com as melodias extremamente caprichadas de músicas como "Come Back", "Just Do It" e "It's Us" e o resultado é uma banda dona de uma irresistível mistura de rock de garagem, synthpop e new wave.
A idéia de montar uma banda surgiu de Ventura, que após tocar no extinto grupo ESS e de uma temporada em Londres (de 2001 a 2006), voltou a morar em Curitiba.Certa noite, ele encontrou Luciano Frank, um dos donos do bar James. "Queríamos fazer um som juntos. A única prioridade era que fosse algo dançante. O ESS era mais eletrônico, agora queríamos algo mais orgânico, com um baterista mesmo", conta Ventura. Assim, surgiu o convite à baterista Claudinha Bukowski, que já havia tocado antes em banda."Em seguida, apareceu Camila, 25. "Ouvi eles conversando sobre montar uma banda. Todos eles já tinham experiência. Eu estava ao lado e disse: 'Não sei tocar nada, mas quero entrar na banda'. Aí eles me convidaram para participar do primeiro ensaio. Fizeram algumas melodias e eu cantei alguma coisa em cima. E deu certo."Para quem nunca havia cantado em público, Camila mostra uma performance de veterana: "Eu fazia balé e sapateado, então estava acostumada a dançar em frente a uma platéia", conta. "Mas desde o nosso primeiro show essa história de ser vocalista aconteceu bem natural, sempre me senti à vontade", diz ela, que cita Karen O., do trio nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs, como referência. "Gosto de performance, de figurino, de maquiagem."
Primeira faixa do EP "King of the Night", "Just Do It" é um delicioso passeio de riffs de guitarra a la Strokes e de uma new wave ensolarada."Adoramos melodia", afirma Ventura, que toca guitarra, sintetizador e bateria eletrônica. Sobre o lado dançante do Copacabana Club, ele explica: "Quando montamos a banda, estávamos bem influenciados pela disco, mas pelo lado mais sombrio, dark. E também pelo electropop dos anos 80. São músicas que funcionam bem na pista", diz. "Além disso, gostamos bastante de Stevie Wonder, Stereolab, Sondre Lerche."Na banda, Ventura é encarregado de compor as melodias e Camila, as letras.Nesse pouco tempo de vida, já tocaram em bares e casas de shows em Curitiba, além de Rio de Janeiro, Florianópolis, Santa Maria, São Paulo. Estão escalados para o Pré-Grito Rock 2009, em Porto Alegre, na semana que vem.Melodias, letras, ótima performance ao vivo... Só uma coisa parece não encaixar na banda: o nome, Copacaban Club. Copacabana?"Não tínhamos idéia de como chamar a banda, aí as meninas sugeriram Copacabana. Não sei por quê. Depois o baixista veio com o Club. Acabou ficando", diz, rindo, Ventura.
Vaso ruim...
Lembra do Ronaldo Esper? Então, ele apareceu sábado no Glória. Olha como foi...
Melhores do ano - Ryan Adams
A pedido da revista Filter, o cantor Ryan Adams soltou sua lista de melhores lançamentos do ano. Dá uma olhada:
Testament - "The Formation of Damnation"Krallice - "Krallice"The Killers - "Day and Age"The Smiths - "The Sound of The Smiths: The Very Best of The Smiths"Metallica - "Death Magnetic"Mariah Carey - "E=MC"Coldplay - "Viva la Vida"Fleet Foxes - "Sun Giant EP"Ihsahn - "Angl"
Ney Matogrosso fará o Bandido da Luz Vermelha no cinema
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SILVANA ARANTESda Folha de S.Paulo, enviada especial a Brasília
O cantor Ney Matogrosso assumirá o papel do Bandido da Luz Vermelha no longa que dará seqüência ao título lançado em 1968 pelo cineasta Rogério Sganzerla e que se tornou um clássico do cinema brasileiro.
Ary Brandi/Divulgação
Ney Matogrosso, 67, com o figurino do show "Inclassificáveis"
"Gosto de desafios. Acho a vida interessante com desafios. Nesse, tem o que me assusta e o que me atrai, que é fazer a continuação disso, principalmente por ser um roteiro de Sganzerla", disse Ney à Folha, após acompanhar, no 41º Festival de Brasília, a exibição do curta "Depois de Tudo", de Rafael Saar, em que atua.
Sganzerla (1946-2004) dedicou-se ao roteiro de "Luz nas Trevas - Revolta de Luz Vermelha" até os dias imediatamente anteriores à sua morte, quando estava internado no Hospital do Câncer, em SP.
Concluído o trabalho, entregou-o à sua mulher, a atriz e diretora Helena Ignez ("Canção de Baal"). "Agora é teu", disse. Aos ouvidos de Helena, a dedicatória soou "como uma missão". Desde então, ela e as filhas do casal, Djin e Sinai Sganzerla, empenham-se em produzir o longa, que Helena dirigirá.
Neste mês, elas conseguiram reunir o R$ 1,6 milhão do orçamento de filmagens, que estão previstas para ocorrer em fevereiro e março de 2009.
"Filme apocalíptico"
Ney avalia que Sganzerla escreveu "um filme apocalíptico", que "fala com muita clareza de todos os véus que caíram --sobre autoridade, governo, estrutura humana, social. Ele desmascara tudo".
Na trama, passados 30 anos desde que o Bandido apavorava a burguesia paulistana, invadindo suas casas, seduzindo suas mulheres e discursando sobre as tensões sociais, ele está preso e descobre ter um filho chamado Tudo ou Nada, papel que será de André Guerreiro.
Djin Sganzerla interpretará Jane (nome da personagem de Helena Ignez em "O Bandido da Luz Vermelha"), a principal namorada de Tudo ou Nada. O músico Arrigo Barnabé também foi convidado ao elenco, para o papel de um delegado.
Depois de aceitar ser Luz Vermelha, Ney reviu duas vezes "O Bandido da Luz Vermelha" (em DVD), para ver a atuação de Paulo Villaça (1946-1992) no papel-título. "No palco, sou também ator, mas um ator de mim mesmo", afirma. Para viver outros personagens, ele diz que se dispõe à direção dos cineastas. "Eu me coloco em branco, para que me digam tudo o que pretendem."
Quando, conversando sobre o papel de Luz Vermelha, ouviu de Helena Ignez um sintético "Quero você", Ney estremeceu. "Isso me deixou perturbado, porque não sei exatamente que 'eu' ela quer."
A diretora explica: "Quero o Ney completo. Nesse personagem, ele deve usar a persona que usa exclusivamente nos shows, porque Luz Vermelha na prisão é um personagem completamente mítico".
Helena diz que chegou a cogitar um convite a Daniel Filho. Mas, ao ver as entrevistas que Ney deu ao cineasta Joel Pizzini para o documentário em preparação "Olho Nu", deparou-se com "esse revolucionário Ney, um cara que escandalizou e trouxe admiradores com ele há mais de 30 anos, como um bandido". Na prisão, ele irá "cantarolar e assobiar os mesmos lindíssimos boleros que Paulo Villaça cantava no filme original", diz a diretora.
Amanhã, o Festival de Brasília sedia o lançamento da edição do roteiro de "O Bandido da Luz Vermelha" (Coleção Aplauso; Imprensa Oficial de SP), que marcou a estréia em longas de Sganzerla, aos 22 anos de idade.
Leia mais
Terra - primeiras impressões
São 23h de sábado, o Offspring tá no palco principal (por onde já passou o Jesus & Mary Chain) e o Spoon no Indie (por onde já passaram Foals e Animal Collective).
O festival está com o mesmo (bom) clima do ano passado (e um formato também quase idêntico): as pessoas circulam, o acesso aos palcos, à comida e à bebida é fácil (assim como aos banheiros), tudo parece correr bem (o lugar é grande e tem 15 mil pessoas, então, obviamente, não dá pra pegar todos os detalhes). Nem o problema do festival passado, que foram os vários menores que deram com a cara na porta, parece ter rolado nesse - claro, em parte porque o problema (e os erros da organização) rolou mais cedo, como já noticiamos.
Voltamos em algum momento com mais comentários (dos shows, inclusive), mas a casa já está aberta para as impressões do público.
Show grátis em SP é cancelado
Por Audrey Furlaneto, da Folha
"Por falta de alvará da Prefeitura de São Paulo, a Telefônica teve de cancelar hoje [sexta] um show gratuito com dez artistas que seria realizado no domingo, no parque Villa-Lobos [em São Paulo]. No evento, em comemoração dos dez anos da empresa no Brasil, estavam previstos Paralamas do Sucesso, Daniela Mercury, Toni Garrido, Nando Reis, entre outros.
José Fortes, empresário dos Paralamas, disse que o grupo foi informado apenas na tarde de sexta sobre o cancelamento. A banda já estava em São Paulo para preparar o show.
'Comunicamos que, por motivos alheios à nossa vontade, não será realizado o show', informou a Telefônica em comunicado enviado à imprensa. Segundo Sérgio Aizenberg, diretor-presidente da Divina Comédia, produtora contratada pela empresa para organizar o evento, a subprefeitura de Pinheiros não liberou o alvará por acreditar que o show superaria a lotação permitida de 10 mil pessoas _além dos 35 mil freqüentadores (em média) do parque aos domingos.
'Os parques têm de ser públicos, ter alma e grandes acontecimentos, mas estão entregues apenas à vizinhança', diz Aizenberg. 'E ainda são grandes nomes brasileiros, e não shows internacionais', completa, referindo-se a outros shows realizados no parque Villa-Lobos, como os de Diana Krall, Macy Gray e Herbie Hancock."
De Sonic Youth ao Terra
Não gerou grande repercussão, mas ganha sessão no Cinesesc, em São Paulo, neste domingo (num horário meio ingrato, 22h40), o documentário "Dormindo Noites Acordadas", que tem o Sonic Youth como alvo. O filme foi dirigido por Michael Albright, estudante de uma ONG voltada ao ensino de cinema nos EUA, o Projeto Moonshine. Albright levou sua câmera a um show do Sonic Youth em Reno (Nevada) e captou, além de imagens da apresentação, entrevistas com Thurston Moore, Kim Gordon e Lee Ranaldo. A fotografia, em pb, é estilosa e faz um contraponto interessante aos ruídos das músicas da banda. Mas, um aviso: "Dormindo Noites Acordadas" é um belo programa para quem é fã do Sonic Youth; não é daqueles documentários tipo "Dig", cuja história interessa não apenas aqueles familiarizados com o assunto em questão. Aqui, foca-se nas canções ao vivo do Sonic Youth e em depoimentos que entregam alguns aspectos pouco conhecidos da personalidade dos músicos. Se você é fã, não perca.
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E não dá pra perder também o Planeta Terra, que rola neste sábado, em SP. Os 15 mil ingressos estão esgotados. A expectativa é grande, não apenas porque vai estar cheio, mas porque o line-up traz shows 1) inéditos por aqui; 2) imprevisíveis; 3) polêmicos.
Sei que você não perguntou, mas aqui vão minhas impressões:
- Kaiser Chiefs (que eu nem curto muito) e Spoon (que eu curto), que nunca vieram, costumam fazer shows elogiados;
- De Animal Collective, Breeders e Jesus & Mary Chain, não sei o que esperar. O primeiro pode fazer o show mais emocionante do mundo ou o show mais tedioso do mundo, depedendo do caminho que segue a apresentação. O humor de Kim Deal é quem vai ditar como será o Breeders. E o JAMC, bem. É uma de minhas bandas prediletas, gênios na arte de tirar melodias de barulhos e ruídos, mas estão velhos. Será que vai ser apenas noltalgia?
- E tem o Offspring e Bloc Party. O primeiro deve juntar a maior quantidade de gente no palco principal, mas o show deve ser triste, datado. Já o Bloc Party ainda arranca comentários maldosos devido ao playback no VMB e devido ao último disco, "Intimacy", que é meio... estranho, sem hits. Aposto que será legal. Será?
- E tem a tenda dance, que perde muito com a não-vinda do Calvin Harris. Porque Felix da Housecat e Mylo não produzem nada muito empolgante há um tempo, e Sebastian Léger não é nada demais.
- E tem Mallu Magalhães, claro, e Curumin, que para muitos (não pra mim) fez um dos discos nacionais do ano.
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Notícias da Inglaterra
1) O novo Queen, que vem aí, é caído ao vivo (tudo bem que eles tiveram muito mais shows do verdadeiro Queen para comparar...)
2) O Blur vai voltar, diz Damon Albarn
3) Dave Grohl vai batucar para o Prodigy
(tudo a partir do bom e velho "Guardian", meu jornal preferido no Reino Unido, ainda que o "Independent" tenha seus momentos também)
Barrados no Terra
"Entre as 15 mil pessoas que vão passar pelo festival Planeta Terra (os ingressos estão esgotados), em São Paulo, no próximo sábado (8/11), só uma menor de 18 anos será bem-vinda: é Mallu Magalhães, 16, que faz show em um dos palcos do evento.
Todos os demais serão barrados, porque, como no ano passado, o festival terá censura 18 anos, para revolta dos jovens fãs de Mallu e de Kaiser Chiefs, Bloc Party, Offspring e outras atrações.
'Eu tenho 14 anos e sou fã dos Kaiser Chiefs. Me lembro do dia em que, toda feliz, descobri que eles fariam um show no Brasil. Moro em Rondônia, mas falei com meu pai e começamos a juntar dinheiro para a passagem. Estava tudo acertado, mas minha felicidade acabou quando descobri que haveria censura 18 anos', diz a leitora Brigitte, por e-mail.
Por seu lado, a organização do festival diz que seguiu 'a portaria do Ministério da Justiça e o Manual de Classificação Indicativa, que o classificam como uma atividade para maiores de 18 anos uma vez que ele ocorre em período noturno, tem venda de bebidas alcoólicas e é localizado em local afastado do centro comercial e social da cidade de São Paulo'.
DesinformaçãoO problema é que, apesar da divulgação da censura na imprensa e no site do evento, nos postos-de-venda muitos vendedores não sabiam informar a classificação indicativa _uma confusão semelhante à do festival do ano passado.
'Comprei meu ingresso no dia 21/9, na Fnac do shopping Morumbi. Fui com a minha mãe e, antes de comprar, perguntamos para a vendedora sobre a censura, e ela nos informou que não sabia ao certo, mas que não importava, pois na hora todos entravam' diz Beatriz Corazza, 16.
'Quando comentei sobre o festival do ano passado, em que ficou gente para fora, ela disse que neste ano não haviam dado nenhuma informação sobre a censura ou sobre a proibição de vendas a menores de idade, que eu poderia ficar tranqüila, pois entraria no festival.'
Além da falta de informação de alguns vendedores, os dois primeiros lotes de ingressos vendidos (cerca de 2.000, segundo a organização) não tinham a classificação indicativa impressa.
A organização do evento reconhece o erro e diz que, 'embora a restrição de menores conste claramente em todo material relativo ao evento', vai devolver o dinheiro dos menores que compraram ingressos sem indicação de censura, 'para evitar contratempos'.
Em São Paulo, a devolução será apenas na bilheteria do Citibank Hall (av. dos Jamaris, 213, Moema)."
REM
Aposto forte no REM como um dos melhores shows do ano (para o meu gosto, possivelmente o melhor do ano), tendo em vista o repertório que eles têm apresentado nesta turnê e tendo em mente o sensacional show que eles fizeram no Rock in Rio 3.
Dito isso, não dá pra deixar de criticar as inacreditáveis escolhas feitas para abrir os shows da banda no Brasil: em Porto Alegre, Nenhum de Nós; no Rio, Fernando Magalhães; em São Paulo, nas duas noites, Wilson Sideral.
Enquanto isso, a Colômbia viu The Mars Volta abrir, a Argentina viu Bloc Party e Kaiser Chiefs, o Chile teve Kaiser Chiefs, Jesus & Mary Chain e Mars Volta.
De sorvetes a Villalobos
Sobreviveu ao fim de semana? Não foi fácil, pelo menos em São Paulo, com a quantidade de eventos que aconteceram na cidade. Na sexta, rolou festa de dois anos da Crew, no Glória. Foi das noites mais cheias da história do projeto, que recebeu na data a dupla americana Flosstradamus. Quem esperava um set hip hop ou pop encontrou uma surpresa; os dois desceram a mão no electro e na house, num set muito mais eletrônico do que o que a dupla costuma fazer. Sexta ainda teve DJ set do Anthony Rother no Clash. Ouvi falarem muito bem da noite.
Tudo bem, era uma festa corporativa, com open bar, mas mesmo assim não achei que encontraria no Haagen-Dazs Mix Music um público tão desinteressado pelas atrações que passaram pelo festivaal, no sábado. O evento, sediado num enorme galpão na Vila Leopoldina, recebeu 2.500 pessoas, cuja maioria parecia ter ido ali pela bebida de graça e pela aazaração. Poucos prestaram atenção e dançaram o set do VHS or Beta; não que tenha sido um ótimo set: eles mandaram um set bem comercial, com algumas faixas batidas, e mesmo com esse apelo a dupla não conseguiu chamar muito a atenção. O francês Yuksek teve um melhor resultado; faixas pesadas na medida, sem muitos excessos, com boas intervenções vocais. Depois, entrariam Uffie & Feadz e os Glimmers, mas era hora de sair dali e ir ao D-Edge, onde Ricardo Villalobos entrou pouco antes das 3h30.
E Villalobos, que em 2007 havia feito ali uma noite histórica, não desapontou. O que faz a diferença: Villalobos nos mostra o que nenhum outro toca. É o som dele. Não é minimal, não é house, não é tecno; é Villalobos music: minimal na essência, mas com bem-vindas adições de vocais, de timbres latinos, de graves dançantes. Saí de lá às 8h e ele ainda estava a mil. Será que o set de 2008 será dele também?
Escrito por Thiago Ney às 01h45
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