sexta-feira, 26 de junho de 2009

Atriz Farrah Fawcett morre, aos 62 anos, nos EUA

Atriz Farrah Fawcett morre, aos 62 anos, nos EUA


da Folha Online

A atriz Farrah Fawcett, 62, conhecida por seu papel na série "As Panteras", morreu na manhã desta quinta-feira (25), em um hospital de Los Angeles, informou seu porta-voz Paul Boch.


Internações marcaram últimos anos de Farrah Fawcett
Veja os principais trabalhos de Farrah Fawcett no cinema e na TV
Documentário sobre atriz tem quase 9 milhões de telespectadores
Atriz fala pela primeira vez sobre luta contra o câncer

Fawcett lutava, há cerca de dois anos e meio, contra um câncer retal. A luta da atriz contra a doença se transformou em um documentário, intitulado "Farrah Story", e transmitido recentemente da TV norte-americana.

A atriz se tornou conhecida em 1976 ao integrar o elenco do seriado de TV "As Panteras". Fawcett deixou a série após uma temporada, quando começou a trabalhar no cinema, no filme "Somebody Killed Her Husband".

AP
A atriz Farrah Fawcett, uma das integrantes da série "As Panteras", morreu nesta quinta-feira nos EUA
A atriz Farrah Fawcett, uma das integrantes da série "As Panteras", morreu nesta quinta-feira nos EUA

Nesta quarta-feira, Fawcett havia sido encaminhada a uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) devido à piora no seu quadro clínico, de acordo com o site do jornal americano "Extra".

Ela estava internada desde o começo da semana e estava acompanhada do namorado Ryan O'Neal.

Considerada uma das mulheres mais atraentes de Hollywood nos anos 70, Fawcett concordou recentemente em se casar com o ator Ryan O'Neal, seu parceiro desde os anos 80. O ator, de 68 anos, revelou que ela era o amor de sua vida e, por isso, pediu sua mão em casamento.

Os dois já foram casados em 1979, mas o casamento terminou nos anos 90.

No entanto, eles se reencontraram em um dos momentos mais difíceis na vida da atriz e, segundo confessou O'Neal, depois de várias tentativas, sua companheira de toda a vida finalmente disse o "sim". "Diremos o 'sim' quando ela puder", disse O´Neal nesta semana.

Em recente entrevista concedida à revista "People", O'Neal contou que a atriz passava seus dias confinada em casa, a maior parte do tempo na cama, por causa dos efeitos do tratamento contra o câncer.

Fawcett perdeu o cabelo, estava muito debilitada e só recebia a visita de algumas amigas íntimas, como Jaclyn Smith e Kate Jackson, que foram suas companheiras na popular série de televisão "As Panteras".

com Associated Press e Efe

Folha Ilustrada

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ryan O'Neal diz que Farrah Fawcett finalmente aceitou se casar

Ryan O'Neal diz que Farrah Fawcett finalmente aceitou se casar segunda-feira, 22 de junho de 2009

NOVA YORK (Reuters) - Depois de passar anos pedindo em casamento sua companheira de longa data Farrah Fawcett, o ator Ryan O'Neal disse que ela finalmente aceitou seu pedido, no momento em que se aproxima do fim de sua vida após uma longa batalha contra o câncer.

"Eu a pedi em casamento de novo, e ela aceitou", disse O'Neal em entrevista a Barbara Walters para o programa "20/20", da rede de tevê ABC, que será transmitida na sexta-feira, segundo assessores publicitários do programa.

O'Neal falou com Walters enquanto Fawcett, ex-estrela do seriado de TV dos anos 1970 "As Panteras", luta pela sobrevivência. Em 2006 ela recebeu o diagnóstico de câncer anal, e o câncer agora atingiu seu fígado.

O'Neal, de 68 anos, que namora Fawcett, com idas e vindas, desde o início dos anos 1980, disse a Barbara Walters que ela está "lutando para continuar viva", mas que vai se casar com ele "com certeza".

"Vamos nos casar assim que ela conseguir dizer 'sim'. Talvez ela só consiga acenar com a cabeça", disse ele à apresentadora do programa.

O'Neal tem estado sob o foco da atenção pública desde que a saúde de Fawcett deteriorou, chorando durante entrevistas a programas de TV e revistas americanas quando falou sobre o câncer da atriz, cujo comovente videodiário "Farrah's Story" foi ao ar em maio.

Ele disse a Walters que houve uma época em que pedia para Fawcett se casar com ele "o tempo todo" e que o assunto virou uma espécie de brincadeira entre eles. Mas agora a concordância dela é real; "prometo que vamos nos casar, sim", disse ele.

O'Neal e Fawcett têm um filho, Redmond O'Neal, visto no videodiário de sua mãe sendo libertado da prisão, onde cumprira pena por uso de drogas, a tempo de visitar sua mãe em seu leito de hospital.

Thomson Reuters 2009 All rights reserved.

Filho de Farrah Fawcett é indiciado por porte de drogas

Redmond O'Neal, 24 anos, filho dos atores Ryan O'Neal e Farrah Fawcett, foi indiciado na terça-feira (7/4) por posse de entorpecentes, depois de ser flagrado com heroína em uma visita penitenciária.

O'Neal foi detido no domingo (5/4), enquanto a mãe, que sofre de câncer, era internada em um hospital de Los Angeles devido a uma hemorragia decorrente de um procedimento médico feito na Alemanha. Autoridades dizem que o rapaz levava um amigo para visitar um preso na penitenciária do Condado de Los Angeles quando, numa revista, a droga foi encontrada em seu carro. Ele já foi preso com drogas várias vezes, e atualmente estava em liberdade sob fiança por posse de metanfetamina.

terça-feira, 26 de maio de 2009

"Together Through Life" de BobDylan, sob o pseudônimo de Jack Frost.

"Together Through Life" ,foi lançado no dia 28 de abril; o álbum sucede "Modern Times" , contendo dez faixas que foram produzidas pelo próprio Dylan, sob o pseudônimo de Jack Frost.

O músico se sentiu instigado a produzir material novo depois de escrever a canção "Life Is Hard" para a trilha sonora para o próximo filme do diretor francês Oliver Dahan (de "Piaf - um Hino ao Amor"), intitulado "My Own Love Song".

"Together Through Life" é o sucessor do elogiado "Modern Times" (2006).

Bob Dylan em seu 33º álbum

Capa do álbum "Together Through Life", do cantor e compositor Bob Dylan

"Together through Life" (juntos pela vida)-combinado com uma foto de dois jovens se agarrando no banco de um carro, Bob Dylan prepara o ouvinte para seu 33º álbum de estúdio.

A preparação é para a viagem que começa hoje --quando sai o CD nos Estados Unidos-- e vai terminar justamente naquele banco traseiro, no verão de 1959, quando as coisas pareciam mais simples (mas não eram) e as músicas soavam diferente (e realmente soavam, dada a tecnologia da época e das atuais possibilidades de pós-produção).

"Os velhos discos da Chess Records, da Sun Records", suspira o velho Dylan, 67, em recente entrevista para o seu site (www.bobdylan.com). "É meu tipo favorito de som. Gosto do clima, da intensidade. É bem claro, há força e suspense. É gravado ao vivo. O som tipo crava na sua cabeça como uma dor de dente."

São discos que estão na gênese do rock. Da Chess vieram gravações essencialmente de negros, como Howlin' Wolf, John Lee Hooker, Buddy Guy, Bo Diddley e o grande Chuck Berry, entre muitos outros.

Da Sun, baseada em Memphis, entraram para a história discos dos brancos Johnny Cash, Roy Orbinson, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e, principalmente, Elvis Presley.

É nesse universo que se insere o Dylan 2009. Imagens de uma gangue nova-iorquina feitas em 1959 pelo fotógrafo Bruce Davidson compõem o aspecto visual da nova obra (leia mais no texto ao lado).

"Together through Life" tem dez músicas, assim como o sucesso "Modern Times" (tempos modernos) --que foi primeiro lugar entre os mais vendidos dos EUA em 2006. Mas é menor, com músicas entre três e cinco minutos, em vez de canções entre seis e oito minutos.

O disco também é menos sofisticado que seu antecessor, que tinha baladas delicadas ao piano. Na busca pelo som dos anos 50, Dylan optou pelas guitarras em primeiro plano. Há muitos solos distorcidos, como os dos velhos mestres. E uma sanfona costura tudo, trazendo um clima de beira de estrada.

Dylan conta que não planejou o álbum. Foi convidado, pelo diretor francês Olivier Dahan, para escrever uma música para seu próximo filme, "My Own Love Song". Dylan fez "Life Is Hard", mas as canções não pararam de vir. Quanto aos temas, "essas canções têm uma linha mais romântica", conta.

"Together through Life" abre com a sensacional "Beyond Here Lies Nothin'", em que a sanfona e a guitarra duelam para aparecer. A guitarra lembra a de Keith Richards no Rolling Stones pré-psicodélico, entre 1964 e 1966, quando o inglês imitava justamente... as gravações da Chess Records.

"Life Is Hard", a segunda, mostra que a voz de Dylan está pior do que nunca. Suas cordas vocais estão tão deterioradas que lembram as de Tom Waits, que se notabilizou por fazer do canto rouco uma marca. E isso só torna a canção mais forte.

"My Wife's Home Town" é tão parecida com "I Just Wanna Make Love to You" que Dylan perderia um processo. "I Just Wanna..." é um hit da Chess, de 1954, escrito por Willie Dixon e gravado originalmente por Muddy Waters (e coverizado pelos Stones em seu álbum de estreia, de 1964).

E a volta ao passado segue com rocks básicos ("Jolene"), canções de sanfona ("If You Ever Go to Houston") e lamentos tristes ("This Dream of You"). Culminando com a belíssima "I Feel a Change Comin' on", balada sofisticada que, essa sim, poderia estar em "Modern Times". Mas os tempos de Dylan agora são outros.

Together Through Life
Artista: Bob Dylan
Lançamento: Columbia
Quanto: R$ 30 (importado)
Avaliação: ótimo

Bob Dylan - Beyond Here Lies Nothin' - Together Through Life


domingo, 17 de maio de 2009

Novo álbum do Arctic Monkeys está quase pronto

Arctic Monkeys:

Novo álbum está quase pronto. Sucessor de «Favourite Worst Nightmare»
deverá estar concluído ainda em Novembro

Matt Helders, baterista do Arctic Monkeys, afirmou que o novo álbum da banda deverá estar finalizado ainda durante este mês de Novembro, em entrevista ao jornal The Guardian.
O novo disco conta com a colaboração intensa de Josh Homme, vocalista dos Queens of The Stone Age.
«Provavelmente vamos terminar o disco nas próximas semanas, mas não queremos estar pressionados com o tempo», disse Matt Helders.
«Favourite Worst Nightmare», o segundo disco de originais do Arctic Monkeys, foi lançado em 2007.
A banda britânica é composta por Alex Turner, Matt Helders, Jamie Cook e Nick O'Malley.


Novo álbum está ainda "mais psicadélico" e o produtor James Ford volta a trabalhar com a banda inglesa
O terceiro disco de estúdio do Arctic Monkeys vai ser «ainda mais psicadélico» do que os anteriores registos da banda inglesa. Quem o garante é o produtor do novo álbum, James Ford, que depois de «Favourite Worst Nightmare», em 2007, volta a trabalhar com os quatro rapazes de Sheffield.
Em entrevista ao Daily Star, Ford disse que o disco ainda está numa fase de concepção e que, por enquanto, ainda é difícil falar da sonoridade do novo trabalho.
«Ainda é muito cedo para dizer qual a nova direção que eles irão tomar. Mas têm pelo menos uma canção na manga que já soa muito bem», adiantou o produtor e membro do Simian Mobile Disco.
James Ford disse que o disco vai ser «ainda mais psicadélico do que o primeiro álbum ("Whatever People Say I Am, That's What I'm Not", de 2006)». E não descartou a possibilidade do novo registo do Arctic Monkeys conter «um pouco de R&B». «Os rapazes sabem o que fazem», rematou.

sábado, 9 de maio de 2009

A volta do Flavio C no Cineport


O Flávio C, que começou sua carreira no circuito universitário de João Pessoa, capital da Paraíba em 2002, lançou o CD "Seguindo a Rede Elétrica" pelo selo Arsenal, volta aos palcos dia 07 para celebrar os dez anos do primeiro disco num show inesquecível com a formação original. O show acontece durante o Cineport, na Usina Cultural Energisa, o festival de cinema que acontece entre os dias 1º e 10 de maio, em João Pessoa.


Com o nome Flávio Cavalcanti Project, o grupo foi formado pelos estudantes do curso de Comunicação da UFPB Fábio (vocalista) e Edy (guitarra), em João Pessoa, se apresentado já com a formação original, pela primeira vez na Sala Preta para um público de universitários. Também fazem parte do Flávio C, os integrantes Punk-Josimar (vocal), Marcelo (baixo) e Tony Ramalho (bateria).


Eles voltaram a se encontrar na terça feira (28/04) para um ensaio que deve marcar a sua volta com grande estilo, num show depois de sete anos de descanso.Criada em 1994, o Flávio Cavalcanti começou em palcos das calouradas de Comunicação, tendo como proposta de revisitar o rock brasileiro dos anos 1980. FC era uma provocação ao apresentador de televisão que não tolerava rock ‘n’ roll. Na época o vocalista também escrevia em parceria com Rogério M. Nunes uma monografia sobre a cena roqueira paraibana, intitulada ‘O Rock Paraibano dos Anos 80’ (que foi lançado em formato de livro em 1998 pelo selo Marca de Fantasia).


As atividades da banda terminaram em 1998, quando o grupo se apresentou em universidades e uma apresentação antológica no Shopping mais popular da capital. Em 2006 a banda ainda circulou por festivais, como o Fenart, Centro em Cena e o Mada(RN) (Segunda edição festival de Natal), onde foram descobertos pela então multinacional Virgin e contratados pela gravadora. Seu primeiro single foi “Enquanto os garotos jogam bola”, veiculado pelo canal Sport TV, quando mudou de nome para Flávio C, por causa de problemas judiciais com a família de Flavio Cavalcanti, morto em 1986.


Flávio C fez o CD Seguindo a Rede Elétrica em 2002 na Arsenal. O disco foi gravado no Midas Estúdios em São Paulo, com grande parte das músicas do primeiro CD, e mais quatro inéditas. Do disco que teve distribuição nacional pela Abril Music, saiu o single “E se for só” tocado em rádios de todo o Brasil, além da música "Posso até Sonhar". Segundo os integrantes da banda naquela época a Arsenal não tinha muito interesse em apostar na banda, se voltando para os recém sucedidos grupos a exemplo de CPM 22 e Tihuana. Foi então que o Flávio C acabou e os integrantes voltaram para João Pessoa.


Os trabalhos da banda sempre foram feitos em cima de versões entre hits da new wave nacional dos anos 80, como Kid Abelha, Blitz, Gang 90 e Metrô, com estilo e melodia da época, com uma pegada de guitarra e bateria mais forte. A banda ainda agrega outras influências como punk rock, hardcore e Beatles, assinalando em suas canções uma sonoridade fincada na contemporaneidade.


Flávio C é uma banda performática no palco. O som é animado e melodioso, tem garra na guitarra e bateria com pegada e influência do punk rock. Suas composições criam refrões pegajosos e sonoridades que sempre levanta o astral de qualquer desavisado. Entre outras composições da banda estão músicas como "Flávio Cavalcanti na Praia", um dos maiores sucessos da banda em João Pessoa, que lembra um pouco o estilo da Blitz e a banda inglesa The Cure.


Outro destaque da banda é "Tente me Alcançar", com participação no Cd do guitarrista Philippe Seabra, da Plebe Rude, outra referência dos 80 para o Flávio C. Já "Estamos em Casa", remete The Smiths, dos 80. Suas inspirações referem-se a cultura, festas e noitadas do grupo na praia de Tambaú, encontros e à vida. É o Flávio C voltando com seu espírito de festa na cena roqueira da Paraíba. Pois é, segundo um internauta anônimo, a reviravolta do Flavio C no Festival CINEPORT produziu um efeito irreversível no processo de renovação na música pop e no rock produzidos em João Pessoa.




quarta-feira, 6 de maio de 2009

Programa: Hoje no Cineport tem ‘Cidadão Boilesen’

Para a programação de filmes o Cineport tem as obras Primas como Cidadão Boilesen, documentário de Chaim Litewski. Que foi vencedor em abril do 14º Festival É Tudo Verdade, concorrendo ao prêmio com nomes como José Padilha, com o seu Garapa, e Eduardo Coutinho, com Moscou.
O longa Cidadão Boilesen será exibido na Sessão Competitiva do Troféu Andorinha Digital, às 18h45. O filme fala da vida do empresário Henning Albert Boilesen, assassinado por um grupo de extrema esquerda em 1971, Litewski mostra alguns empresários de São Paulo que financiaram grupos ligados a linha dura do regime militar e a participação civil na tortura.
A programação da quarta (06). Teremos os filmes como o concorrente para o Troféu Andorinha às 16h, será exibido o filme Encarnação do Demônio, o fim de uma trilogia de Zé do Caixão que durou mais de 40 anos para conclusão. Já Diário de Sintra, filme que aborda os últimos momentos de Glauber Rocha, será apresentado às 18h, na sessão Troféu Andorinha Digital. A sequencia foi dirigida por Paula Gaetan, artista plástica e também última mulher de Glauber Rocha.
Romance (2008) filme de Guel Arraes. Esse filme tem um grande atrativo, que são as belas paisagens da Paraíba na telona. O filme se desenvolve num triângulo amoroso interpretados por Wagner Moura, Letícia Sabatella e Vladimir Brichta. Um tributo ao cineasta francês François Truffaut, que realizou Jule e Jim, Guel Arraes que definiu neste filme como uma declaração de amor ao teatro e ao cinema mostrando os bastidores de um amor. Romance tem locações na cidade de Cabaceiras, na Paraíba. Às 18h, na sessão Mostra Brasil ficção 2008.
O evento conta também com uma produção lusa a ser apresentada na sessão competitiva do troféu Andorinha Digital, com o filme É dedra ser angolado. Depois tem ainda O Tempo e o Lugar, um documentário de Eduardo Escorel, segundo ele mesmo, uma lenda do cinema brasileiro. Escorel fez filmes, como: Macunaíma (1969), Cabra marcado pra morrer (1984), Eles não usam black-tie (1981) e Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969). O novo filme de Escorel pode ser visto às 22h, na sessão Mostra Brasil, documentário.
Outros bons momentos foram as exibições dos longas metragens do Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, o Cineport, na segunda-feira (4), teve 'Linha de Passe', de Walter Salles, e 'Os Desafinados', de Walter Lima Júnior, com sessões muito concorridas pelo público que foram para Usina Cultural Energisa. Na parte musical teve a belíssima voz da cantora portuguesa Suzana Travassos, à meia-noite.
Outros filmes
'Os Desafinados', uma produção brasileira, concorre ao troféu Andorinha como melhor trilha sonora, de Wagner Tisó. Com enredo muito bom e brilhante fotografia, teve sessão às 19h, com esgotamento de ingressos. O filme conta a história de quatro jovens amigos e músicos que decidiram partir para os Estados Unidos atrás de sucesso na carreira musical. logo encontram uma bela musa inspiradora, e formam um grupo musical. O enredo se passa em meio ao clima de muita Bossa Nova e a política do Brasil, nos anos 1960.
No horário das 22h, 'Linha de Passe' lotou a tenda Andorinha do Cineport. O filme era o de Walter Salles concorrente ao prêmio de melhor fotografia do festival. No elenco, o já conhecido dele e do público Vínicius de Oliveira, de 'Central do Brasil'.

Livros sobre Sganzela

Tem também a diversidade do livro na mini-biblioteca sobre o cineasta Rogério Sganzerla, lançada hoje, a partir das 18h30, na Livraria do Cineport. Os principais título são Rogério Sganzerla- Encontros, em que a pesquisadora Roberta Canuto mostra entrevistas organizadas do cineasta; assim como O Bandido da Luz Vermelha, roteiro do consagrado filme de Sganzerla; Tudo é Brasil, por Helena Ignez e Mario Drummond imbuído de fragmentos literários relaizado pelo cineasta.
Música, muita música


Além de curtas e longas da 4ª edição do Cineport oferece nos próximos dias e acontece desde o dia 1º de maio, se estendendo até o dia 10, reserva além de literatura, um excelente espaço para a música que vem com muita novidade.
De acordo com assessoria do evento a programação musical vem com tudo para mostrar também o Coletivo Batida que é um projeto de DJ’s da ativa Radio Fazuma vindo de Angola, no continente africano. Eles são um grupo de músicos que trabalham com timbres eletrônicos novos resgatando ritmos antigos. Dentro dessas miscelâneas toda de sons surge o tão comentado Kuduru sendo, comparado por aqui com a lambada, música baiana ou um funk bem dançante. Batida, coletivo fazem música para divulgar, na rádio e na internet, segundo as tendências da música urbana de raiz ou de inspiração afro, como os mambos kwaito, kuduro, baltimore, dancehall e afrobeat. Na Tenda Andorinha a partir da meia-noite. www.myspace.com/radiofazuma.

Nessa seleção musical do evento já teve grandes músicos, a exemplo do músico instrumentista Hamilton Holanda na noite de abertura (01), Lula Queiroga com peticipação de Silverio Pessoa no sábado (02), a bela voz de Susana Travassos com seu disco solo de estréia Oi Elis, na terça (03). Ainda se apresentaram o gaitista jeffersom Gonçalves, um dos grandes nomes do blues, e a grande novidade desse encontro de feras é um resurgimento das super bandas paraibanas como Flavio C, uma banda de rock muito importante dos anos noventa, com músicos e canções excelentes e conseguiu chegar à uma grande gravadora e na mídia, mas por causa dos efeitos da crise fonográfica acabaram sendo dispensados do mercado. Dez anos depois eles estão retornando para a felicidade de muitos dos seus admiradores. Na mesma noite tem ainda apresentação da banda multilinear Zacarias Neponuceno
Com informaçoes de (André Cananéa)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Cineport:Susana Travassos faz tributo à Elis Regina

Em João Pessoa acontece a 4° edição do CinePort, entre os dias 01 e 10 de maio, na Usina Cultural Energisa e tem como homenagem Moçambique, na África. O Festival reúne pessoas de todos os países que falam nossa língua mãe, como Portugal, África e até de Países que não falam nossa língua mas adoram nosso cinema e nossa cidade.A entrada custa 2,00 reais e você pode assistir a quantos filmes quiser, dentre longas, curtas, animações e documentários. O festival ainda possui um Centro Gastronômico de vários países, exposições, lojinha, livraria, e muita música. Todo noite, ao fim de todas as atividades de cinema, acontece um show musical.
Susana Travassos faz tributo à Elis Regina
Uma das mais belíssima vozes de Algarve, Portugal, a cantora Susana Travassos, está em João Pessoa, com seu repertório de releituras de clássicos de Elis Regina fazendo seu debut em disco solo, Oi Elis), no palco da Tenda Musical do IV Cineport, na segunda feira (04/05).Com seu primeiro cd, Oi Elis, no ano passado, foi uma das grandes revelações da música popular portuguesa. No show ela cantou “Mucurípe” (de Belchior e Fagner), “O que tinha de ser” (Jobim) , incluindo “20 anos blues” (Vitor Martins/Sueli Costa). Veja seu: www.myspace.com/sutravassos.




Entre os homenageados no Cineport, na Usina Cultural Energisa, estão os longas da portuguesa Teresa Villaverde, da moçambicana Isabel Noronha. A diretora brasileira Helena Ignez recebe o Troféu Humberto Mauro, e um quarto prêmio concedido no festival deste ano, para o cineasta paraibano Linduarte Noronha. Conhecido na comunidade cinematográfica como um dos que iniciaram o Cinema Novo.
Ainda tem Manfredo Caldas, com seu documentário dirigido para o Canal Brasil sobre Linduarte: Cineasta da Terra. Caldas mostra Linduarte lembrando seus grandes filmes como Aruanda (1960) e O Cajueiro Nordestino (1962) – sua vida no bairro do Varadouro, e o centro de João Pessoa, na época de jornalista. A fita tem participações de Nélson Pereira dos Santos, um dos maiores expoentes do cinema brasileiro. Na mesma noite houve exibição do longa Romance do Vaqueiro Voador, também de Manfredo Caldas.
Mais homenageados
Isabel Noronha, uma documentarista que retrata a realidade de Moçambique em vários segmentos. Ngwenya, o Crocodilo (2007), retrato do artista plástico moçambicano Malangatana Ngwenya, exibido às 20h. Logo depois veio a vez de da sessão de homenagem à portuguesa Teresa Villaverde, vencedora do Prêmio Elvira Notari, no Festival de Veneza. Os Mutantes (1998), indicado a melhor filme, diretora, ator (Alexandre Pinto) e atriz (Ana Moreira) no Globo de Ouro português.
Outros filmes são Juventude (2008), de Domingos de Oliveira, na sala digital. Esse filme mostra a amizade de três homens bem vividos (Paulo José, Aderbal Freire Filho e Domingos) desde a infância. Mais um destaque fica por conta de Signo do Caos (2005), o último filme de Rogério Sganzerla e Camila Pitanga no elenco. Sganzerla é conhecido pelo seu trabalho no cinema chamado marginal, e diretor de O Bandido da Luz Vermelha (1968).
Dos filmes nacionais teve exibição de A Guerra dos Rocha, 2008, de Jorge Fernando; o bom Os Desafinados, (2008), de Walter Lima Jr. Já para as atrações internacionais aporta pelo festival Contrato (2009), do português Nicolau Brayner, e Sonho de Criança (2008), de Manuel de Abreu; o documentário Muitos Dias Tem o Mês (2009), da portuguesa Margarida Leitão. Além destes destaques, ainda continuam as mostras de curtas - uma delas, exclusiva para curtas paraibanos. Opções é que não faltam hoje e amanhã na Usina Cultural Energisa.

Marcélia Cartaxo anuncia segundo filme na direção
Marcélia Cartaxo anunciou que dentro de dois meses estará novamente por trás das câmeras como diretora. "Tempo de Ira", curta metragem dirigido em 2003 em parceria com Gisella de Mello, é uma seqüencia de uma trilogia chamada de "tragédia familiar". A atriz revelou que o seu segundo filme se chamará "Redemoinho", segunda parte desta trilogia que logo se transformará num longa metragem.
A produção terá com tema a relação de dependência entre mãe e filho. O roteiro ainda é segredo, as filmagens serão em Cabaceiras, sendo financiado pelo Fundo de Incentivo à Cultura (FIC), do Governo do Estado. A atriz ganhou notoriedade internacional no filme "A Hora da Estrela", baseado no romance de Clarice Lispector, quando passou ser conhecida como a primeira brasileira a ganhar um Urso de Prata no Festival de Berlim.
Outra novidade é o filme "Trampolim do Forte", de João Rodrigues, que ainda não tem data para estrear por aqui.Nesta 4ª edição do Cineport, Marcélia participa do filme "O Sonho de Inacim", de Eliézer Rolim, com José Wilker.
Com informações de Renato Félix e o site do Cineport




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