sexta-feira, 1 de maio de 2009

CINEPORT começa hoje com Chico César e mostra com 156 filmes



Hoje João Pessoa, é também a Capital e Cidade CINEPORT do Cinema. A cidade” surgiu em 05 de agosto de 1585, com o nome de Nossa Senhora das Neves. Três meses depois já era Philipéia de Nossa Senhora das Neves, a terceira cidade mais antiga do país. E seus habitantes ditos “filipenhos”. Entre 1634 e 1654, com a invasão holandesa, passou a ser Fredericstadt. Mais conhecida por Frederica. E seus habitantes ditos “frederiquenhos”.
Na bela e moderna cidade entre o mar e o Sanhauá. Uma cidade que sabe preservar o precioso acervo de seu centro histórico, onde se destaca o grandioso conjunto arquitetônico de São Francisco, formado pelo Convento de Santo Antônio e pela Igreja de São Francisco. Se destaca no cenário nacional pela qualidade de seus produtos culturais. Um rico artesanato; a literatura de Zé Lins do Rego e Augusto do Anjos; a música de Zé Ramalho e Chico César; o teatro do Grupo Piolim, com o Vau da Sarapalha, que revelou vários atores para o cinema brasileiro, como Luiz Carlos Vasconcelos, Everaldo Pontes e os irmãos Lira, Soia e Nanego; e cineastas como Linduarte Noronha, os irmãos Vladimir e Walter Carvalho, Marcus Vilar e Torquato Joel.

Cineport terá Chico César e mostra com 156 filmes

João Pessoa sedia a 4ª edição do Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport). Serão exibidos 156 filmes, do Brasil, Portugal e África, incluindo curtas e longas-metragens. A programação começa às 20h na Usina Cultural Saelpa, entre 1 e 10 de maio.

Na sequência da programação o festival oferece ainda dez shows musicais, incluindo a apresentação de Chico César, além de exposições fotográficas, lançamentos de livros, espetáculos de dança, oficina de videoarte, fóruns e debates. A promoção é da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e conta com apoio da Prefeitura de João Pessoa (PMJP).


Serão 156 filmes distribuídos em seis mostras, que serão vistas em duas salas. Quatro delas são competitivas (Andorinha; Andorinha Digital; Andorinha Criança; e Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano). Outras exibições serão realizadas durante a Mostra Brasil e Mostra Troféu Humberto Mauro. Moçambique será a nação homenageada, com atrações musicais, além de exposição fotográfica e de artesanato relativos ao país.
Os homenageados do evento serão os diretores Helena Ignez, Linduarte Noronha, Isabel Noronha, Teresa Villaverde e Aloísio Teixeira; os atores Ruy Polanah e Emiliano Queiroz; e o coletivo de produção audiovisual paraibano Las Luzineides.Grande parte da programação do Cineport será dedica à cinematografia local. Como exemplo, pode-se citar o Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano, além de uma pauta de fóruns e encontros. O público do Cineport terá acesso ainda a outras atividades culturais a exemplo de shows musicais, entre eles o de Chico César, no dia 9; duas exposições de fotografias; dez lançamentos de livros; espetáculos de dança; oficina de videoarte; fóruns e debates.
A entrada custa R$ 2. A renda integral será destinada a instituições filantrópicas da cidade de João Pessoa. A partir do segundo dia do festival até 10 de maio, a programação de filmes começa sempre às 16h. A troca de ingressos e a abertura dos portões são a partir das 15 h.Abertura – A solenidade de abertura apenas para convidados acontece no dia primeiro de maio, às 19h, na Usina Cultural Energisa.
Na ocasião, serão exibidos trechos de ‘Sob o Céu Nordestino’ (1928), de Walfredo Rodriguez, considerado o marco zero da produção cinematográfica paraibana. Ao mesmo tempo em que as cenas serão mostradas, a Orquestra de Câmara Cidade de João Pessoa executará ao vivo a trilha sonora filme, composta 80 anos depois pelo maestro Carlos Anísio, que também será o regente do grupo.Os portões serão abertos ao público por volta das 20h, após a solenidade especial. A primeira noite do Cineport será encerrada com o show do bandolinista Hamilton de Hollanda. O músico é considerado um dos maiores destaques da cena instrumental brasileira.


Cerimônia Especial de Premiação – Este ano, a cerimônia de premiação do Cineport será realizada na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no dia 9 de maio, às 20h. Marcarão presença alguns nomes importantes do mundo do cinema nos países de língua portuguesa. Entre os convidados estão os atores portugueses Nicolau Breyner, Ana Moreira, Carla Bolito, Anabela Teixeira e Sandra Cóis; os atores brasileiros Emiliano Queiroz, José Dumont e Daniela Escobar; os diretores nacionais Júlio Bressane, Vladimir Carvalho, Orlando e Conceição Senna; e os cineastas africanos e portugueses Zezé Gamboa, Fernando Vendrell e Camilo de Sousa.




Confira a programação musical:




01/05 - Hamilton Hollanda – Brasil


02/05 – Lula Queiroga – Brasil


03/05 – Jeferson Gonçalves – Brasil


04/05 – Suzana Travassos – Portugal


05/05 - Tambor de Três – São Tomé/Portugal/Angola


06/05 - Batida – Angola


07/05 - Flávio Cavalcanti e Zacharias Nepomuceno – Brasil Duas das mais influentes bandas da cena rock paraibana juntas numa noite antológica.


08/05 - Ghorwane – Moçambique


09/05 - Chico César – Brasil


10/05 - Orquestra de Câmara de João Pessoa- Baluarte (O Festival Cineport abre espaço para novos nomes da música paraibana)


Fonte: WSCOM e Site do Cineport

Cineport com novo formato na Paraíba

O Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa -CINEPORT, de volta a João Pessoa na Paraíba para sua 4ª edição, entre os dias 1 e 10 de maio. Como Festival itinerante, o CINEPORT traz este ano novidades no seu formato.
Agora o festival será realizado anualmente, e terá agora dois tipos de edição e duas sedes fixas – acontecerá bienalmente em João Pessoa, na Paraíba, tendo como característica o aspecto da difusão; e em Cataguases, Minas Gerais, alternando também bienalmente sua outra edição, onde o CINEPORT será caracterizado pelo aspecto da produção e da formação voltada para o audiovisual.
Amanda e Monick, de André da Costa Pinto (foto)
Na edição paraibana será sempre pautada por uma extensa programação, com exibições de vários filmes, debates, mostras competitivas, encontros de literatura, música, artes plásticas e muita festa, multidisciplinar, celebração e congraçamento cultural dos países de língua portuguesa.
Já a edição mineira será voltada para a formação e produção, amparada principalmente pelo trabalho a ser desenvolvido pela recém-criada Rede CINEPORT de Cooperação Audiovisual e pela parceria com o Festival Ver e Fazer Filmes, outra bem-sucedida iniciativa da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, promotora do CINEPORT.
Itinerância e Parceria
Agora itinerância do Festival pelos demais países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, como ocorreu em 2006 na cidade de Lagos, Portugal, só será realizada quando houver condições para co-financiamento, co-produção e parcerias concretas para sua realização. O festival poderá a ocorrer com as edições no Brasil, a serem realizadas alternadamente em João Pessoa e em Cataguases, definidas pela organização do Festival neste novo formato agora anunciado.
Portugueses e Africanos
Para definição dos participantes portugueses na competição pelo Troféu Andorinha 35 mm foi criada uma comissão de seleção, cujos membros são profissionais e críticos de cinema em Portugal. Entretanto, os filmes africanos estarão presente na competição Andorinha Digital, sobretudo os documentários, segmento em que a sua cinematografia se destaca.
Além do foco nas produções lusófonas, esta edição do Festival exibirá os filmes concorrentes ao Troféu Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano, mostra competitiva voltada exclusivamente para produções paraibanas.
Polanah
Moçambique será o país homenageado neste Festival, e dali virão atrações musicais, uma exposição fotográfica e de artesanato. Dentro ainda do “universo Moçambique”, haverá uma homenagem ao ator moçambicano Rui Polanah, morto recentemente. Polanah atuou numa infinidade de filmes brasileiros, como Ganga Zumba, Os Fuzis, Os Deuses e os Mortos, Anchieta José do Brasil, O Homem do Corpo Fechado, Sagarana, o Duelo e muitos outros.
Encontram-se também na programação do evento uma série de lançamento de livros, shows musicais, uma oficina voltada para os jovens que integraram a Rede CINEPORT de Cooperação Audiovisual e o 2º Encontro de Cineclubistas da Paraíba. Mais detalhes da programação de filmes e eventos musicais serão anunciados pela organização do 4º Festival CINEPORT no próximo dia 15 de abril, após ser concluído o processo de seleção.

2º- ENCONTRO DOS CINECLUBISTAS DA PARAÍBA conta grandes profissionais da área cinematográfica

Encontro de cineclubistas, edição será realizado a partir de hoje (01/05) junto com a ABD-PB, com o patrocínio da ENERGISA, realizando assim, o segundo encontro dentro da programação do Festival CINEPORT.

O festival tem convidados como Antonio Claudino de Jesus, presidente do Conselho Nacional dos Cineclubes Brasileiros (CNC) e vice-presidente do comitê executivo da Federação Internacional de Cineclubes (FICC). O festival tem convidados a nível de Guido Lemos (Coordenador do LAVID, Doutor em Ciência da Computação, Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital LAVID – UFPB; Liuba de Medeiros que é a diretora do CNC Regional NE-2; e tesoureira da ABD-PB, Tintin Cineclube. O evento conta ainda com as presenças de Ricardo Oliveira, jornalista e mestrando em Culturas Midiáticas Audiovisuais pela UFPB, ainda que escreve resenhas cinematográficas para o Guia Cenário Cultural e tem críticas publicadas no Jornal da Paraíba. Outras figurtas do cenário crítico da mídia paraibana, Ramon Porto, estudante de História, cinéfilo e editor da Margem; e Renato Felix, um jornalista do Jornal da Paraíba e critico de cinema, com tempo para editar o seu http://renatofelix.wordpress.com/.

Para esta edição do evento foram convidados ainda os mediadores Fernando Trevas Falcone, ex-cineclubista do Cineclube Filipéia, pesquisador, jornalista e professor universitário; Luiz Antonio Mousinho que é um professor do Departamento de Comunicação e da Pós-graduação em Letras da UFPB e pesquisador do CNPq, desenvolve projeto sobre cinema brasileiro contemporâneo. Já outro ilustre convidado Arthur Lins, é Cinéfilo produtor cultural da TV UFPB, mestrando de Literatura e Cinema de Letras da UFPB e cineasta.

Na programação do evento teremos no dia 1º, a partir das 15h-18h uma mesa redonda com o tema DIREITOS DO PÚBLICO: POR ONDE ANDAM OS FILMES BRASILEIROS?, tendo com convidados Antonio Claudino de Jesus, Liuba de Medeiros (Tintin Cineclube), com o pesquisador e mediador da ocasião Fernando Trevas Falcone. Já à noite será a vez da abertura do Cineport.

Assista um trecho do filme O Céu de Suelly um dos premiados no último Cineport Paraíba:

sábado, 25 de abril de 2009

Forbes aponta Madonna como mãe que trabalhou mais em Hollywood

NOVA YORK (Reuters) - Com ganhos de 110 milhões de dólares em 2008, Madonna liderou a lista feita pela revista Forbes das mães mais trabalhadoras de Hollywood, seguida pelas atrizes Reese Witherspoon e Gwyneth Paltrow.
A cantora pop é mãe de três filhos e recentemente teve recusado seu pedido de adoção de uma segunda criança do Malauí. Ela ganhou 105 milhões de dólares no ano passado com sua turnê e vendeu quase 1 milhão de álbuns nos EUA. Madonna também assinou vários contratos lucrativos de divulgação de produtos no ano passado, segundo a Forbes.
"Ela teve um ano incrível em 2008", disse Lauren Streib, que ajudou a compilar a lista divulgada na sexta-feira.
"Ela teve a turnê melhor de qualquer músico, com ingressos esgotados em todo o mundo. Então (sua escolha para o primeiro lugar) não foi tanto surpreendente quanto um reflexo do quão positivo foi o ano para ela."
Reese Witherspoon, que ganhou estimados 24 milhões de dólares no ano passado, foi a segunda colocada na lista, seguida de perto por Gwyneth Paltrow, com vencimentos de 20 milhões de dólares.
Além de sua carreira no cinema e de criar seus filhos Ava e Deacon, Witherspoon, que é divorciada do ator Ryan Phillippe, é porta-voz internacional da empresa de cosméticos Avon.
A atuação de Paltrow no blockbuster "Iron Man", que arrecadou 580 milhões de dólares em todo o mundo, e seu trabalho representando a Estee Lauder e a Tod's, fabricante de calçados e bolsas, a impeliram para a terceira posição na lista.
Streib disse que a lista é baseada nos ganhos estimados de mães de Hollywood que tenham pelo menos um filho. Os ganhos incluem vendas de álbuns, salários, arrecadações de bilheterias, trabalhos divulgando empresas e contratos de licenciamento.
Ela acrescentou que, para muitas mulheres que constam da lista, os contratos de divulgação de empresas representam uma parte significativa de seus ganhos.
"Isso é algo que vem acontecendo há décadas. Vemos cada vez menos modelos fazendo esse papel e mais e mais celebridades. Esse trabalho representa uma parte importante do ser celebridade", disse ela.
Mãe de três filhos, Julia Roberts, que voltou à tela grande no papel principal de "Duplicidade", foi a quarta colocada na lista, enquanto o quinto lugar foi atribuído à atriz Sarah Jessica Parker, que tem um filho de seu marido, o ator Matthew Broderick.
Angelina Jolie, que tem seis filhos e conseguiu ganhar 14 milhões de dólares no ano passado, foi a sexta colocada, seguida pela modelo e apresentadora de TV Heidi Klum, que está grávida de seu quarto filho.
Kate Winslet, ganhadora do Oscar de melhor atriz este ano e que tem dois filhos, e a cantora e mãe de três filhos Faith Hill também figuram na lista, que pode ser vista no site www.forbes.com.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Dancin´Days - A novela que marcou o final de uma década

"Sei que eu sou/ Bonita e gostosa/ E sei que você/Me olha me quer/ Eu sou uma fera/ De pele macia/ Cuidado garoto!/ Eu sou perigosa...". Quem lembra desta música viveu a época da novela e com certeza dançou muito nas Discotecas sob os embalos de John Travolta, Donna Summer, Tina Charles, Glória Gaynor, Elton John, entre outros.
Hoje, é difícil imaginar o sucesso que essa novela alcançou em 1978, mas ela foi um verdadeiro marco da teledramaturgia. Como diz Fernanda Montenegro: “Hoje, não se constroem mais personagens, eles são apenas desenhados”. Essa é a mais pura das verdades.
Talvez seja por isso ficou mais difícil encontrar uma Chica Newman, uma Odete Roitman, um Salomão Hayala, uma Nazareth, uma Veridiana Albuquerque de Lima ou uma Yolanda Pratini.
Este último personagem foi criado por Gilberto Braga para ser a vilã da história de Dancin´Days e foi.
A partir de uma idéia de Janete Clair, chamada "A prisioneira", Gilberto Braga desenvolveu uma trama extremamente sedutora, levando a novela a se tornar um dos maiores sucessos da história da televisão brasileira - sucesso este não esperado nem mesmo pelo próprio autor da novela.
Faltava o segundo passo: o título da obra. Essa é uma obra muito difícil para todos os autores, pois ele tem que ser forte para atrair o gosto do público. Então, ele pegou o nome emprestado da famosa boate de Nelson Motta, a “Frenetic Dancing Days Discothèque” mantida pelo produtor musical durante quatro meses ano de 1976 no recém-inaugurado Shopping da Gávea. A discoteca foi incluída no enredo no rastro de seu sucesso no Rio de Janeiro, e do sucesso do filme "Os Embalos de Sábado à Noite", com John Travolta, que estava sendo exibido no Brasil na época.
Para o papel de protagonista, Júlia Mattos, o autor pensou primeiro em Betty Faria, mas ela estava para estrear o programa “Brasil Pandeiro”, mas Sônia Braga acabou ganhando o papel. Enquanto, às vésperas da estréia, várias cenas tiveram que ser regravadas, com Joana Fomm substituindo Norma Benguell, no papel da vilã Yolanda Pratini. Daniel Filho comenta o fato em seu livro "Antes que me Esqueçam": "O papel era muito bom, mas ela não conseguiu adaptar-se ao ritmo das gravações. Seus tempos de criação, suas propostas de interpretação não eram compatíveis com a novela. (...) As cenas saíam com dificuldade. A saída, então, foi substituí-la".
Antes de substituir Norma Benguell, Joana Fomm interpretava Neide, secretária de Celina (Beatriz Segall). Então, com a mudança, para o papel de Neide foi convocada a atriz Regina Viana.
Dancin´Days, exibida em 1978/79, às 20h, pela Rede Globo, contava a história de Júlia Mattos (Sônia Braga), uma ex-presidiária que lutava para recuperar seu lugar na sociedade. Ela fora acusada de ter atropelado e matado um guarda-noturno.
Por isso, foi condenada a 22 anos de prisão. Depois de cumprir metade da pena, conseguiu liberdade condicional e passou a lutar para livrar-se do estigma de ex-presidiária e, também, conquistar o amor da filha, Marisa (Glória Pires). A garota fora criada pela irmã de Júlia, Yolanda Pratini (Joana Fomm), e por seu marido, Horácio (José Lewgoy), casal bem posicionado na alta sociedade carioca.
A novela começa quando Júlia é posta em liberdade condicional. Depois de ter recebido de sua irmã, um cheque de 50 mil cruzeiros, com a exigência de não se aproximar da sua filha, Marisa. Mas Júlia se sente conformada com a idéia de que ela estava vive bem e era feliz.
Com a volta da irmã, Yolanda teme que a menina se afaste dela, e passa a criar dificuldades na aproximação entre mãe e filha. A disputa entre as irmãs é uma das tramas centras da história de Gilberto Braga.
Na tramas paralelas, corria a história da família do bem-sucedido advogado Franklin (Cláudio Corrêa e Castro), e sua mulher Celina (Beatriz Segall) e os dois filhos Beto (Lauro Corona, então estreando em novelas da Globo ) e Cacá (Antônio Fagundes). Os irmãos cruzam o caminho de Júlia, desencadeando outras intrigas. Beto era namorado de Marisa, e Cacá – o homem por quem Júlia acabou se apaixonando -, um diplomata desiludido com a profissão escolhida por influência de sua própria mãe. Júlia tenta separar sua filha de Beto, pois sabia que tudo não passava de uma armação de Yolanda, mas é presa novamente.
Depois de passado um tempo. Júlia se casa com Ubirajara (Ary Fontoura), um milionário. Os dois viajam pela Europa e, quando voltam, a ex-presidiária está completamente mudada, com novo visual e disposta a dar a volta por cima. A cena que marca a virada da personagem aconteceu no capítulo 79, quando foi inaugurada a discoteca de Hélio (Reginaldo Faria), a Frenetic Dancin´Days. Numa cena marcante, Júlia dá um show de dança na pista da discoteca, e todos ficam impressionados. A transformação da ex-presidiária em musa das discotecas mereceu inúmeros elogios.
Curiosidade: o personagem de Sônia Braga ditou moda, com suas roupas de cetim e meias soquetes de lurex, a novela virou coqueluche. As meias de lurex eram fosforescentes, listradas, coloridas, com sandálias de tiras e salto alto, e virou mania nacional. Ainda na onda do merchandising, a boneca Pepa, companheira inseparável de Carminha (Pepita Rodrigues), foi parar nas prateleiras das lojas. A fábrica vendeu 400 mil unidades. Ainda por causa do sucesso da novela, os vôos de asa-delta, praticados pelo personagem Beto (Lauro Corona), deixaram de ser um hobby apenas da Zona Sul carioca.
A personagem Áurea foi diretamente inspirada na própria mãe de Gilberto Braga, mas ao contrário desta e do previsto na sinopse inicial, não se suicidou: a magistral interpretação da atrizYara Amaral salvou-a, e foi o marido da personagem a acabar por morrer. A discoteca foi um dos cenários fixos da novela. Mas algumas cenas foram gravadas na discoteca Hippopotamus, no Rio de Janeiro.
Nessa virada na vida da protagonista marcou também uma nova fase da novela. Gilberto Braga mudou os ambientes onde se passava a história e mexeu na trama de diversos personagens: Yolanda se separou do marido; Celina, mãe de Cacá, morre e Marisa enfrenta dificuldades no casamento.
Outra história paralela envolvia a família de Alberico (Mário Lago, foi uma magistral e inesquecível interpretação deste grande ator), um homem de classe média requintado, típico morador de Copacabana, que vive das glórias do passado e conta com o auxílio da filha Carminha (Pepita Rodrigues) para resolver as dificuldades e os problemas domésticos.
Porém, uma das cenas de maior intensidade da novela foi sem dúvida a da briga entre Júlia e Yolanda no final, no salão do hotel Copacabana Palace. As duas irmãs se agridem fisicamente, puxam-se os cabelos, rolam pelo chão, numa cena que mistura ódio e amor. Em seguida se aproximam, se abraçam, choram e pedem perdão uma à outra. A atriz Joana Fomm conta que, durante a gravação, ela e Sônia Braga mesclavam suas emoções às das personagens, mesmo porque a briga coincidia com o fim da novela, e o elenco iria se dispensar. Além da reconciliação com a irmã, Júlia acaba se aproximando de Cacá, seu verdadeiro amor, e finalmente conquistando a amizade da filha.
O tema de abertura, “Dancing days” (“Abra suas asas/Solte suas feras/ Caia na gandaia/ Entre nessa festa.”), composta por Nelson Motta, foi gravada pelas Frenéticas. O sucesso da música e da novela provocou uma verdadeira onda de discotecas pelo Brasil. O disco da trilha sonora internacional vendeu quase um milhão de cópias. Cá entre nós, eram outros tempos, mas que foi uma época fantástica, para quem viveu isso foi.
Vejam a abertura da novela e confiram.
Enquanto Renato Pedrosa se consagrou como o mordomo mais querido e engraçado do Brasil. Sob a direção de Daniel Filho estavam também Milton Moraes (Jofre), Gracinda Freire (Alzira), Diana Morel (Anita) e Paulette. A novela marcou também a estréia de Reginaldo Farias na TV, como Hélio.
A novela foi reapresentada entre outubro e dezembro de 1982, às 22h. E num compacto de uma hora e meia em 18/02/80, como atração do Festival 15 Anos (apresentação de Glória Pires).
Fonte de pesquisa: o livro de Daniel Filho, Antes que me Esqueçam, e o Dicionário da TV Globo. Vídeos:




































Memória da TV- Blogspot

sábado, 4 de abril de 2009

Telescópio de Galileu é atração principal em exposição nos EUA

FILADÉLFIA, Estados Unidos (Reuters) - Um telescópio de pouco mais de 91 centímetros usado pelo astrônomo italiano Galileu, cujas descobertas revolucionaram a astronomia, é a principal atração de uma exposição no Franklin Institute.
Em sua primeira viagem para fora da Itália, o telescópio de 400 anos é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes usados por Galileu para comprovar a teoria copernicana de que a Terra e outros planetas giram ao redor do Sol, e não o contrário.
"Não haverá uma segunda vez nos Estados Unidos", disse Paolo Galluzzi, diretor do Instituto e Museo Nationale di Storia della Scienza de Florença, na Itália, que emprestou o telescópio, ao comentar a turnê nos EUA.
A exposição "Galileu, os Médici e a Era da Astronomia", que começa no sábado e ocorre até 7 de setembro, é o evento inaugural do Ano Internacional da Astronomia, que marca o 400o aniversário das descobertas de Galileu.
O telescópio de 1610 inclui uma inscrição em uma das extremidades onde Galileu registrou a capacidade de ampliação do instrumento de 20.
Depois da estada na Filadélfia, a exposição viajará a Estocolmo por cerca de uma semana antes de voltar a Florença.
Dennis Wint, presidente do Franklin Institute, disse que a exposição examina o impacto de Galileu sobre a ciência, a relação entre arte e ciência na Renascença da família Médici, a relação de Galileu com a Igreja e a relevância do astrônomo hoje.
"Seus feitos transformaram o curso da história humana", disse Wint em uma entrevista coletiva.
A exposição também inclui instrumentos astronômicos e matemáticos do século 16, assim como livros científicos contemporâneos, mapas e retratos dos duques de Médici da Toscana que governaram a região italiana entre os séculos 15 e 18.
Galileu dedicou o livro registrando suas descobertas ao duque de Médici Cosmo II, aumentando ainda mais o prestígio e a influência da família nas cortes da Europa, de acordo com a exposição.
Muitos dos instrumentos científicos em exposição mostram a intersecção entre arte e ciência, como defendido pela família Médici.
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ESTREIA-"Velozes e Furiosos 4" recupera elenco do filme original

abril de 2009
SÃO PAULO (Reuters) - Depois de "Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio" (2006), no qual nenhum dos atores originais da série participava, o elenco central está de volta para a quarta aventura, "Velozes e Furiosos 4", que estreia em circuito nacional em cópias dubladas e legendadas.
Como nos filmes anteriores, os personagens são apenas uma desculpa: o importante aqui são os carros. E há máquinas para todos os gostos.
Uma delas é o Dodge Charger 1970, do primeiro filme, que é ressuscitado pelos esforços de Dom (Vin Diesel, que estrelou o primeiro filme da franquia e fez pequena participação no terceiro). Também desfilam sua potência carros como Buick GNX Grand National e Ford Gran Torino 1972 - mesmo modelo que empresta o nome ao filme de Clint Eastwood -, entre outros.
O roteiro tem a ver com a infiltração de Dom e Brian O'Conner (Paul Walker, que estrelou o primeiro e segundo filmes), por motivos diferentes, numa rede de tráfico comandada por Campos (John Ortiz, de "Força Policial").
Dom morava na República Dominicana com sua namorada Letty (Michelle Rodriguez, de "SWAT"), quando descobre que a polícia está na sua cola. Ele a abandona, mas a moça morre durante uma corrida pouco tempo depois. Dom descobre que a morte dela tem a ver com Campos e decide vingar-se.
Já Brian é um agente do FBI com métodos poucos ortodoxos. Ele é a pessoa mais indicada para se infiltrar na gangue e desmantelar o tráfico, afinal conhece carros e é bom de corridas. O reencontro entre os dois é tenso, pois há problemas do passado que não foram acertados, como o romance de Brian com Mia (Jordana Brewster, de "O Massacre da Serra Elétrica: O Início"), a irmã de Dom.
Esse fiapo de história costura corridas de carros e mulheres com pouca roupa ao lado de corredores. Dirigido por Justin Lin (diretor do terceiro filme), a partir de um roteiro de Chris Morgan ("O Procurado"), "Velozes e Furiosos 4" dá ênfase, como se espera, a ação e perseguição. Logo na primeira cena, Dom e Letty participam de um arriscado roubo de um caminhão transportando gasolina numa estrada na República Dominicana.
Vin Diesel mostra porque é um dos atores mais requisitados nos últimos tempos para filmes do gênero. Mais do que presença física, com seu corpo musculoso, ele carrega uma espécie de carisma às avessas. Seu jeito carrancudo e bronco esconde a sua simpatia. E os diálogos de seu personagem mal humorado e furioso, ironicamente, às vezes, trazem algum alívio ao filme.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb
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