domingo, 1 de fevereiro de 2009

"Barry e a Banda das Minhocas"

Vermes cantam e dançam em "Barry e a Banda das Minhocas"

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SÃO PAULO (Reuters) - Poucas semanas depois da estreia da animação brasileira "O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes", chega aos cinemas do país outro desenho, "Barry e a Banda das Minhocas", que também coloca em cena a alegria de animais que passam quase despercebidos no mundo real.


Pode ser estranho ver um filme protagonizado por insetos ou vermes, mas não deixa de ser uma novidade diante da onda de cachorrinhos, gatinhos e ratinhos que tem assolado as animações destinadas ao público infantil. Até porque, como prova este filme, as minhocas podem ser bem descoladas.

A animação, que estreia apenas em cópias dubladas, é protagonizada por Barry, um jovem minhoca cansado da fama de sua espécie, de comer terra e ter só terra na cabeça. Sem muita perspectiva, seu futuro deve ser como gerente de uma empresa de adubo.

Quando por acaso um disco de vinil entra na vida do verme, ele descobre a dança. Dançar se torna a sua forma de rebelião contra o mundo e contra seu destino enfadonho.

Mas só mexer seu corpo cilíndrico não será o bastante. Barry quer mais e monta uma banda de minhocas. Seria simples ganhar o concurso de música do jardim, se as minhocas tivessem ritmo.

Sem baixar sua cabeça cheia de terra, o protagonista decide seguir em frente, e concorrer mesmo assim. As dificuldades são enormes, porque cada um dos membros da banda tem seu próprio ritmo para a música e nunca tocam afinadamente.

Não bastassem os problemas internos, há os externos -- minhocas não podem participar do concurso e algum jardineiro pode enfiar uma pá no jardim, o que pode colocar tudo a perder.

Dirigido pelo dinamarquês Thomas Borch Nielsen, "Barry e a Banda das Minhocas" pode não trazer nada de novo no gênero, ao bater na surrada tecla das animações para o público infantil que diz: esforce-se, seja você mesmo, que no fim tudo dá certo. A boa notícia é que o filme não subestima a inteligência de ninguém.

Há também uma boa dose de criatividade. Afinal, a maioria das coreografias conhecidas de dança necessita de braços e pernas -- membros que as minhocas não têm. Por isso, é engraçado ver como os vermes se ‘requebram' apenas com seu corpo cilíndrico. Algo que nem a criativa Pixar havia pensado ainda.

Jim Carrey recicla personagens na comédia "Sim Senhor"

Jim Carrey recicla personagens na comédia "Sim Senhor"

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

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SÃO PAULO (Reuters) - Para quem acompanha a carreira de Jim Carrey, não há nada de muito original em seu novo filme "Sim Senhor", que estréia em cópias dubladas e legendadas em todo o país. Além dos já conhecidos trejeitos e caretas do ator, a própria trama soa conhecida, uma espécie de reciclagem de "O Mentiroso", de 1997.

Em vez de não poder mentir, como ocorria em seu personagem naquele filme de doze anos atrás, Carrey interpreta um rapaz que não pode dizer não. Nesta nova produção, o ator é Carl Allen, um bancário entediado, que prefere ficar só à companhia de seus amigos Peter (Bradley Cooper, de "Penetras Bons de Bico") e Rooney (Danny Masterson, do seriado "That '70s Show").

Divorciado e com um emprego sem futuro, Carl morre de tédio e entra em crise quando seus amigos o abandonam. A solução para os seus problemas aparece em uma palestra de auto-ajuda do guru Terrence Bundley (o veterano Terence Stamp, de "O Estranho"), que o faz prometer jamais dizer não outra vez.

Um mendigo pede uma carona para o outro lado da cidade e também para usar seu celular? Carl deve dizer sim. Uma senhora pede um empréstimo no banco para montar uma confeitaria, cuja especialidade é fazer bolos com rostos de atores famosos obesos? Sim, por que não?

Com esse contexto, Jim Carrey desfila toda a sorte de caras e bocas, com o sua costumeira histrionice. O diretor Peyton Reed (de "Abaixo ao Amor") não consegue segurar o ator, que leva a produção nas costas, sem dar oportunidades para quem atua ao seu lado. Em especial à atriz Zooey Deschanel (de "Fim dos Tempos"), que interpreta sua namorada.

O roteiro limitado e irregular de Nicholas Stoller (de "As Loucuras de Dick e Jane") e Jarrad Paul (da refilmagem "A Feiticeira", de 2005) também não dá muita chance aos outros personagens, que apenas servem de escada para Carrey. Alguns deles, como a ex-mulher de Carl, Stephanie (Molly Sims, de "Starsky & Hutch - Justiça em Dobro"), sequer têm um papel funcional na trama.

Para quem gosta de Jim Carrey como comediante e não se cansa de suas caretas, "Sim Senhor" é mais do que recomendado. Afinal, o filme se trata exatamente disso.

(Rodrigo Zavala, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

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